As prisões são um desafio de primeiro grau para a democracia. Aqui e onde quer que seja. Mas a realidade do sistema prisional português mostra que a nossa democracia está a dar a pior resposta a esse desafio.
Nesta quinta feira de Páscoa, Francisco, o Papa, lavou os pés a quatro nigerianos, três eritreias, um sírio, um paquistanês, um maliano e um indiano, todos requerentes de proteção internacional no espaço europeu. O gesto é tudo.
Cada homem e cada mulher têm o direito de decidir, em liberdade e em consciência, que a sua vida se completou, quando o que têm pela frente, irreversivelmente, é apenas a sobrevivência do corpo num caminho de degradação crescente.
Portugal precisa de um Estatuto do Idoso construído sobre o primado da dignidade dos velhos e sobre as responsabilidades da sociedade para com essas pessoas.