Helena Pinto

Helena Pinto

Dirigente do Bloco de Esquerda. Vereadora da Câmara de Torres Novas. Animadora social.

O governo não tem solução para a saída da crise. Não há economia que cresça nem ideia para a competitividade que se salve com as políticas que estão anunciadas.

Na quinta-feira passada o país estremeceu. Caíram, como uma bomba de estilhaços, as principais medidas do Orçamento de Estado para 2012.

Esta é uma pergunta retórica, sem dúvida, mas nos tempos que correm é um bom ponto de partida para analisar as políticas públicas de combate à pobreza no nosso país.

João Pereira Coutinho pergunta “não será do interesse de um patrão racional, e da empresa que ele dirige, manter um trabalhador eficiente?” O busílis da questão não é nem nunca foi a “eficiência” do trabalhador(a), a questão é mesmo a forma de contratação...

Por um lado as medidas de austeridade reduzem drasticamente o poder de compra das pessoas e das famílias, por outro existe um ataque, também ele sem precedentes.

Tirar a comparticipação à pílula contraceptiva é um retrocesso civilizacional que atinge directamente as mulheres, que fere a sua emancipação. Mas o Ministro fez mais e cortou a comparticipação na vacina contra o cancro do colo do útero. Não se trata de insensibilidade, é mesmo um atentado à saúde e à saúde das nossas jovens, das nossas filhas.

É tempo de não deixar cair no esquecimento nenhuma das vítimas.

A posse de bens em completa discrepância com os rendimentos declarados por força de se exercer um cargo político ou público, sem justificação sobre a sua origem lícita, configura, de facto, um crime de enriquecimento ilícito e deve ser punido, enquanto tal.

O Governo não assinou um acordo bilateral com os EUA. Assinou, de cruz, todas as propostas e pretensões da administração norte-americana, não hesitando mesmo em desrespeitar as leis e a Constituição da República.

Teixeira dos Santos e todo o Governo deviam pintar a cara de preto e assumir que o combate à pobreza não é uma prioridade sua.