Helena Pinto

Helena Pinto

Dirigente do Bloco de Esquerda. Vereadora da Câmara de Torres Novas. Animadora social.

Se aumentar 7 euros numa pensão de 189 euros não é uma medida simbólica, então só pode ser uma coisa: uma afronta aos mais pobres e uma marca concreta e indisfarçável da política anti-social do Governo.

2011 não deixará saudade mas é preciso que faça parte da nossa memória. Não esquecer cada medida, cada justificação, cada mentira, cada promessa.

Porque é que as “torres” do Aleixo vêm abaixo? Porque estão num local privilegiado, uma zona de eleição da cidade Invicta, que não pode pertencer aos pobres.

O que assistimos é inqualificável, a porta-voz de uma empresa do sector empresarial do Estado, ameaça com o não pagamento dos salários caso se realizem mais greves.

Falar em ética social neste orçamento, é demagógico, mas também é descarado e significa que o Governo perdeu todo o pudor em atacar os mais pobres.

A força da greve de dia 24 de Novembro não pode ficar por aqui. Tem que continuar, dia a dia, mas terá, certamente, que ser chamada a comparecer nas ruas noutra grande mobilização de greve geral.

São a dobrar os motivos para aderir e participar na Greve Geral. As mulheres têm um lugar nesta greve, lutando pelo seu direito ao trabalho, pelo salário justo, mas também pela afirmação do seu papel social, recusando retroceder décadas e aos tempos em que o lugar da mulher era em casa.

Seria até interessante conhecer o “visto familiar” que o Conselho de Ministros produziu (trata-se de uma avaliação, nas próprias palavras do Governo) sobre o impacto do corte nos salários e nos subsídios em relação ao “estímulo à natalidade”.

Se forem limitadas as ligações entre as duas margens e entre os concelhos limítrofes de Lisboa, prejudica-se de forma muito penalizadora os trabalhadores e trabalhadoras e “fecha-se o centro” isolando-o da periferia.

O plano do governo sobre os transportes públicos na capital é um atentado ao direito democrático à mobilidade e tornará Lisboa numa cidade fantasma.