Fernando Rosas

Fernando Rosas

Historiador. Professor emérito da Universidade Nova de Lisboa. Fundador do Bloco de Esquerda

Na sequência da polémica suscitada em torno da intervenção de Nuno Palma na reunião do Movimento Europa Liberdade (MEL), o historiador Fernando Rosas rebate as teses do professor da Universidade de Manchester na área da História Económica.

Três caminhos que marcaram, tanto no plano interno como no plano internacional, o que seria o perfil político e ideológico do PCP no pós Segunda Guerra Mundial, durante a clandestinidade, mas seguramente além dela. Por Fernando Rosas.

Quando, à angustiante pergunta “onde encontramos cabeças que nos orientem?”, responde com o Chega feito partido guia, Fátima Bonifácio está a confirmar o seu próprio diagnóstico sobre “o afundamento da criatividade intelectual e imaginação política” na Europa. E na “direita clássica” portuguesa.

Na noite de 17 para 18 de dezembro de 1961, a União Indiana ataca por terra, ar e mar os territórios de Goa, Damão e Diu. Era o princípio do fim do último “império” colonial europeu. Por Fernando Rosas.

Não vejo maior “frivolidade” do que considerar que um OE é uma forma de conteúdo insignificante em termos de decisão política.

Vai por aí alguma barulheira por causa das manifestações antiracistas que desceram à rua no passado Sábado em várias cidades do país.

Estou de acordo com o que o primeiro-ministro, António Costa, quis significar acerca da questão central que se coloca nas próximas eleições legislativas: saber se o Partido Socialista tem ou não maioria absoluta.

Circunstâncias historicamente idênticas podem dar lugar a fenómenos da mesma natureza, ainda que distintos na sua concretização.

A democracia política em Portugal não foi uma outorga do poder. Foi uma conquista imposta ao poder. O mesmo quanto à democratização social, o direito à greve, a liberdade sindical, o salário mínimo, as férias pagas, a redução do horário do trabalho e os fundamentos de um sistema universal de segurança social. Artigo de Fernando Rosas, publicado no nº 5 da revista Vírus.

À esquerda ninguém chega a bom porto ignorando as outras energias sociais e políticas em tensão.