Bruno Maia

Bruno Maia

Médico neurologista, ativista pela legalização da cannabis e da morte assistida

O ministro da saúde decidiu cortar o pagamento especial a médicos, baixando o pagamento por hora extraordinária para valores inaceitáveis. Se persistir, este ataque aos médicos só se traduzirá numa coisa: ataque aos utentes, aos hospitais e ao SNS.

As parcerias público-privadas na saúde são um negócio ruinoso para o Estado e uma renda fixa milionária para os consórcios privados.

O eixo franco-alemão voltou agora para dominar a Europa, destruindo o projeto europeu.

Não construir o futuro Hospital de Todos os Santos permite uma poupança de 430 milhões em 2012 e uma perda de 800 milhões nos próximos 30 anos.

A crise das últimas semanas, embora as perspectivas económicas do “Uncle Sam” sejam de recessão para o próximo ano, foi uma crise política que se reflectiu nos mercados e não o contrário.

Esta semana a ONU aprovou a primeira resolução para a não discriminação dos seres-Humanos face à orientação sexual. Foi histórica e mesmo assim teve 19 países a votarem contra.

A classe média portuguesa, quando aceitou o argumento do rendimento mínimo, não percebeu que os seus rendimentos estão a ser desviados para manter saudável a grande finança e não os mais pobres.

A elegia do senso-comum de Sócrates é simplesmente um aproveitamento político execrável daquilo que são os sensos-comuns mais individualistas, mais mesquinhos e mais invejosos que atravessaram a sociedade nos últimos anos.

Cavaco Silva é responsável, é político e tem escrito na palma da mão o declínio social e económico do país nos últimos 20 anos.

A greve geral de dia 24 aglutinará, certamente, milhões de vozes indignadas com o governo do PS e a complacência do PSD.