Os verdadeiros fazedores da crise não se mostram. Estão numa clandestinidade prudente, no ninho de ratos das agências, miméticos, confundem-se com as paisagens.
O tempo não está para fadunchos. Mesmo para os que foram votados. Há muito que fazer. Voltar as costas ao destino, ou fazer-lhe um grandessíssimo manguito.
É preciso que a esquerda saiba o que o ministro, com o seu paleio de filete congelado, e a malta circundante não sabem. Não sabem que as utopias não são bolas de sabão.
O espaço de tempo que agora vivemos constitui-se como um espaço de confluência de todos os sonhos da direita; da direita direitosa e da direita com voz de galo que andou aos bonés e finalmente pisou chão mais ou menos firme.
Já se sabe que este é um país avesso a anjos. Pelo menos ao conceito que se tem de anjos. Em princípio os anjos deviam ser bonzinhos. Não é o caso destes que insistiram na ajuda.