Alice Brito

Alice Brito

Advogada, dirigente do Bloco de Esquerda. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990

Este tempo não tem dimensão. É só vazio e assim nos querem, vazios.

Para Geert Wilders, fascista holandês, os chamados países periféricos são os países com cheiro a alho.

Não é uma data. Somos nós. Mesmo os que vieram depois.

Talvez tenha chegado a hora de dizer que a porrada que agora é dada nas manifestações é já velha e tresanda dolorosamente a um passado.

Os países chamados periféricos estão hoje a aguentar um cerco. Mesmo no pior dos cercos há ruas que cantam.

Quando é que a Europa foi alguma vez “nossa”?

Vamos imaginar Passos Coelho a contar tostões para ir à farmácia. Paulo Portas a perguntar o preço da carne e a ficar-se pelas asas de frango, já com cinco prestações da casa em atraso...

Há-de chegar o momento exato em que os opinion makers até podem fazer o pino, podem cantar, zurrar, chorar ou ganir, que o pessoal há-de olhar e dizer, já chega.

Há-de chegar o momento exato em que os opinion makers até podem fazer o pino, podem cantar, zurrar, chorar ou ganir, que o pessoal há-de olhar e dizer, já chega.

A história agora é outra. Não vivemos nem no país, nem na Europa das maravilhas. A rainha de copas, autocrata e narcísica, aparece engalanada de bugigangas financeiras.