"A troika ir embora ou não ir a 17 de maio como continua a afirmar Paulo Portas, ou em junho como afirma o FMI, ou noutra data qualquer como pode afirmar o primeiro-ministro, independentemente da data em que vá, a verdade é que fica. Fica durante muito tempo, porque as políticas foram definidas de maneira a que não pudesse haver alternativa", avançou Marisa Matias em declarações aos jornalistas à entrada para o debate "40 anos, duas gerações", promovido no âmbito das comemorações do 25 de Abril organizadas pela Câmara Municipal de Gondomar.
Segundo a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias, o relatório sobre a 11.ª avaliação da troika não traz nenhuma novidade, sendo que o Estado Social, os direitos laborais e os direitos adquiridos são sempre alvo de ataque.
"O pós-troika representa despedimentos na função pública, fechar metade dos departamentos das finanças, representa tudo aquilo que infelizmente já se sabia que iria representar e portanto não há muita novidade nesta avaliação dos dados que foram revelados", destacou.
Para a eurodeputada bloquista, trata-se de "mais austeridade", que é para "continuar".
"Não é só o empréstimo que fica por pagar, são também as medidas que vão continuar e não será assim enquanto não houver uma mudança muito significativa da política que estamos a seguir", rematou.