A política de resposta alemã à crise europeia não deverá sofrer alterações após a vitória eleitoral, afirmou Schauble ao jornal Leipziger Volkszeitung. “Défices mais elevados não são solução”, acrescentou descartando qualquer cedência a eventuais tentativas nesse sentido oriundas dos países do Sul, os mais atingidos pela tutela económica e financeira alemã. Isso acontecerá, previu o ministro, independentemente do parceiro de coligação que Angela Merkel venha a escolher, seja o SPD sejam os Verdes.
Schauble defendeu a tese da austeridade como fonte de crescimento económico e emprego que tem fracassado em toda a União Europeia, alegando que começam a ser vistos resultados nesse sentido em Espanha e na Grécia. “Acredito que através da consolidação orçamental acompanhada de reformas estruturais é possível chegar lá”, disse a figura de proa da ortodoxia neoliberal na gestão de Merkel.
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu