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Poluição do olival intensivo é um “atentado à saúde pública”

Marisa Matias voltou este domingo a Fortes Novos, uma aldeia “massacrada” pela queima de resíduos do olival intensivo. “Vamos continuar ao lado destas pessoas até conseguirmos eliminar aquele foco de poluição”.
Em reunião com a população de Fortes Novos, a candidata presidencial diz que "precisamos de uma solução para o modelo de produção agrícola no alentejo".
Em reunião com a população de Fortes Novos, a candidata presidencial diz que "precisamos de uma solução para o modelo de produção agrícola no alentejo".

Fortes Novos, no concelho de Ferreira do Alentejo, é uma aldeia rodeada de olival intensivo, a duzentos metros da fábrica da AZPO Azeites De Portugal, S.A., onde se queima bagaço de azeitona.

O fumo e o cheiro intenso destruíram qualquer hipótese de vida normal na aldeia, causando problemas respiratórios nos habitantes e uma camada de gordura que se vai depositando em todas as superfícies, nomeadamente nas hortas e na cadeia alimentar local.

Marisa Matias, que tem acompanhado o problema como eurodeputada, esteve domingo novamente com os habitantes da aldeia e o movimento em defesa da saúde pública que se formou.

“Voltei a Fortes Novos porque é uma aldeia a ser massacrada pela queima dos resíduos do olival intensivo”, diz a candidata presidencial.  

“As pessoas estão desesperadas e cansadas. Há problemas de poluição dos terrenos, da água, do ar e problemas de saúde pública e ninguém dá atenção a isto”, relembra.  

“Precisamos de uma solução para o modelo de produção agrícola no Alentejo, e Baixo Alentejo em particular”. Depois, diz, precisamos “de uma solução para tratar dos resíduos que não passe por pôr em causa a qualidade de vida e a saúde pública destas populações. E o que está a acontecer é exatamente o contrário”.

“Vamos continuar ao lado destas pessoas até conseguirmos eliminar aquele foco de poluição e de atendado à saúde pública”, conclui.  

 

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