Paulo Portas mente

18 de outubro 2013 - 23:30

“O vice-primeiro-ministro fez uma declaração ao país dizendo que não havia cortes nas pensões de sobrevivência abaixo de 2.000 euros e hoje a maioria votou contra esse princípio”, acusou o líder parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares.

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“O vice-primeiro-ministro fez uma declaração ao país dizendo que não havia cortes nas pensões de sobrevivência abaixo de 2.000 euros e hoje a maioria votou contra esse princípio”, acusou o líder parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares

A maioria de direita PSD/CDS-PP aprovou, nesta sexta-feira na Assembleia da República, uma proposta que estabelece que todas as pensões de sobrevivência acima de 419,22 euros sofrem um corte de cerca de 10%. Paulo Portas, vice-primeiro ministro, afirmou (ver notícia aqui) no passado domingo que os cortes nas pensões de sobrevivência só atingiriam quem recebe um total de pensões acima de 2.000 euros.

O líder parlamentar do Bloco diz que “a palavra de Paulo Portas não vale”e que “a palavra que o vice-primeiro-ministro deu ao país no domingo ruiu na votação de hoje”.

Pedro Filipe Soares exige ao vice-primeiro- ministro:

“Das duas, uma: ou vem dizer que falou mentira ao país e que, de facto, nestes casos de milhares de pessoas, a maioria a ganharem pensões de sobrevivência inferiores ao salário mínimo nacional, verão a sua pensão de sobrevivência cortada em 10% ou que venha assumir, em nome do Governo, que a maioria fará propostas de alteração ao documento que eliminem estes cortes abaixo dos 2.000 euros”.

Na conferência de imprensa de Paulo Portas no passado domingo, o vice-primeiro-ministro mentiu ainda quando afirmou que as pensões de sobrevivência são pagas pelo Orçamento do Estado. Na verdade, e ao contrário do que disse Paulo Portas as pensões de sobrevivência são pagas pelas contribuições dos trabalhadores e das empresas.