A maioria de direita PSD/CDS-PP aprovou, nesta sexta-feira na Assembleia da República, uma proposta que estabelece que todas as pensões de sobrevivência acima de 419,22 euros sofrem um corte de cerca de 10%. Paulo Portas, vice-primeiro ministro, afirmou (ver notícia aqui) no passado domingo que os cortes nas pensões de sobrevivência só atingiriam quem recebe um total de pensões acima de 2.000 euros.
O líder parlamentar do Bloco diz que “a palavra de Paulo Portas não vale”e que “a palavra que o vice-primeiro-ministro deu ao país no domingo ruiu na votação de hoje”.
Pedro Filipe Soares exige ao vice-primeiro- ministro:
“Das duas, uma: ou vem dizer que falou mentira ao país e que, de facto, nestes casos de milhares de pessoas, a maioria a ganharem pensões de sobrevivência inferiores ao salário mínimo nacional, verão a sua pensão de sobrevivência cortada em 10% ou que venha assumir, em nome do Governo, que a maioria fará propostas de alteração ao documento que eliminem estes cortes abaixo dos 2.000 euros”.
Na conferência de imprensa de Paulo Portas no passado domingo, o vice-primeiro-ministro mentiu ainda quando afirmou que as pensões de sobrevivência são pagas pelo Orçamento do Estado. Na verdade, e ao contrário do que disse Paulo Portas as pensões de sobrevivência são pagas pelas contribuições dos trabalhadores e das empresas.