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Não precisamos de ultimatos, e sim de respostas fortes à crise sanitária, social e económica

Em reação à entrevista de António Costa ao Expresso, durante a qual o primeiro-ministro deixou um ultimato, ao afirmar que, sem Orçamento, existiria uma crise política, Catarina Martins frisou que “o Bloco concentra-se nas soluções para o país”.
Foto de Paula Nunes, esquerda.net.

Em entrevista ao semanário, António Costa foi perentório: “Se não houver acordo, é simples: não há Orçamento e há uma crise política. Aí estaremos a discutir qual é a data em que o Presidente terá de fazer o inevitável”. E adiantou mais: “Quem não quer assumir responsabilidades deve dedicar-se a outra atividade. A atividade política é uma atividade de assunção de responsabilidades”, frisou, avançando que “quem foge das responsabilidades relativamente aos problemas foge da responsabilidade de definir as soluções”.

Este não é, conforme sublinha a dirigente bloquista, “o primeiro ultimato sobre crise política”. E um ultimato “não resolve nada e não mobiliza ninguém. Precisamos, isso sim, de respostas fortes à crise sanitária, social e económica. Desde logo, no OE2021”, vincou.

Catarina Martins deixou claro que “o Bloco concentra-se nas soluções para o país”.

No passado sábado, a coordenadora bloquista já tinha reforçado que o partido não transige, exigindo justiça para quem trabalha e trabalhou toda uma vida e serviços públicos, como a Saúde, que respondam às pessoas.

Não é possível começar a negociar um novo Orçamento quando o PS ainda não cumpriu os acordos firmados” no Orçamento para 2020, afirmou, destacando que “o Bloco leva muito a sério os nossos compromissos com quem constrói este país”.

Defender quem trabalha, quem ficou desempregado, quem ficou sem nada e quem recebe apoios de miséria, mudar as leis laborais, para que não sejam sempre os mesmos a pagar a crise; garantir serviços públicos que possam responder às pessoas; “acabar com o desmando de uns poucos que tiram o que é de todos”, como é o caso do Novo Banco, são prioridades para o Bloco.

Não vamos transigir”, assegurou a coordenadora bloquista, apontando que “o que é mais importante neste país é fazer justiça a quem trabalha e a quem trabalhou toda uma vida e assegurar os cuidados necessários” à população.

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