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“Mostrámos à Altice que Portugal não é uma república das bananas”

Mariana Mortágua esteve no início da vigília dos trabalhadores da PT/Meo em Lisboa e lembrou o compromisso do Bloco que resultou num projeto de lei conjunto com as bancadas da esquerda.
Foto Paulete Matos.

Os trabalhadores da Portugal Telecom/Meo organizaram esta segunda-feira um plenário seguido de vigília à porta das instalações da empresa em Lisboa. A deputada bloquista contactou com alguns trabalhadores no início da vigília, que considerou uma iniciativa “para que ninguém se esqueça dos trabalhadores que foram obrigados a mudar de estabelecimento para depois serem despedidos pela Altice”.

“Depois de tudo o que aconteceu à PT, a Altice achou que podia chegar a Portugal e fazer tábua rasa dos direitos laborais e de alguma forma abusar da lei portuguesa, impondo a selvajaria na lei laboral”, afirmou Mariana Mortágua, lembrando que “o Bloco prometeu tudo fazer para ajudar os trabalhadores e foi possível chegar a um acordo para uma nova lei” que irá impedir o abuso patronal na utilização da figura da “transmissão de estabelecimento” para poder despedir livremente e a baixo custo.

Ler também: Proposta comum de Bloco, PS e PCP visa impedir truques jurídicos para despedir

“Queremos que o processo de aprovação da lei seja o mais célere possível. Não só queremos impedir que outras empresas possam seguir o exemplo da Altice, mas queremos ainda proteger trabalhadores da Portugal Telecom”, alertou a deputada bloquista, lembrando também que “há trabalhadores que já mudaram de posto de trabalho e que têm de ser protegidos”.

O projeto de lei surgiu na sequência de uma proposta do Bloco e foi negociada com as bancadas do PCP e do PS na Assembleia da República. Para Mariana Mortágua, a proposta pode ser aprovada e entrar em vigor nos próximos meses e vem dar “um sinal muito forte à Altice e a qualquer empresa que acha que vem a Portugal e que pode abusar das nossas leis laborais para explorar os nossos trabalhadores e os cidadãos deste país. Ficou bem claro que não estamos dispostos a isso”, afirmou a deputada bloquista, concluindo que “o que mostrámos é que Portugal não é uma república das bananas”.

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