O pano de fundo das manifestações são os receios de retrocessos nos direitos das mulheres com a ascensão da extrema-direita em alguns pontos do globo. Em Portugal, são lembradas as 24 mulheres mortas este ano, vítimas de violência de género, ainda que o manifesto globalize as suas reivindicações.
“Neste 25 de Novembro, não esquecemos as diferentes formas de violência que atingem as mulheres em todo o mundo. Vemos com apreensão os retrocessos nos direitos alcançados pela luta abnegada de milhares de mulheres em países onde governos de extrema-direita e ultraconservadores estão a ganhar cada vez mais terreno. Denunciamos em Portugal uma tendência preocupante para decisões judiciais retrógradas, moralistas e inadmissíveis, que violam os direitos mais básicos e a Constituição da República Portuguesa”, pode ler-se no referido manifesto.
Assim, debaixo de uma chuva copiosa, centenas juntaram-se, exigindo o fim da violência contra as mulheres e igualdade salarial.
Marcha contra violência machista agora em #Lisboa pic.twitter.com/VtfHqy0HJe
— Esquerda.Net (@EsquerdaNet) November 25, 2018
Isabel Pires, deputada do Bloco, considerou que este é um dia muito importante, não só em Portugal, mas em todo o mundo, e sublinhou o caso português. “Aqui em Portugal temos várias razões para protestar. Só este ano, já morreram 24 mulheres vítimas de femicídio e a justiça portuguesa continua a ser machista e a não dar resposta a este problema”, afirmou.
“Só este ano morreram já 24 mulheres vítimas de #femicídio e a justiça portuguesa continua a não dar resposta a este problema”, diz @isabelruapires. pic.twitter.com/Zb7OYqATXG
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Sandra Cunha, deputada do Bloco, em declarações ao Esquerda.net, afirmou que o protesto é feito “em nome de todas as mulheres violentadas, vítimas de violência doméstica, assassinadas, violadas” e que serve para “denunciar a cultura que desvaloriza a violência, responsabiliza e as vítimas e desculpabiliza os agressores”.