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Lisboa, Porto e Viseu protestaram pelo fim da violência contra as mulheres

No Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, centenas juntaram-se em Lisboa, Porto e Viseu, alertando para a justiça machista e lembrando as 24 mulheres mortas em Portugal este ano, vítimas de femicídio.
Protesto em Lisboa contra a violência contra as mulheres.
Protesto em Lisboa contra a violência contra as mulheres.

O pano de fundo das manifestações são os receios de retrocessos nos direitos das mulheres com a ascensão da extrema-direita em alguns pontos do globo. Em Portugal, são lembradas as 24 mulheres mortas este ano, vítimas de violência de género, ainda que o manifesto globalize as suas reivindicações.

“Neste 25 de Novembro, não esquecemos as diferentes formas de violência que atingem as mulheres em todo o mundo. Vemos com apreensão os retrocessos nos direitos alcançados pela luta abnegada de milhares de mulheres em países onde governos de extrema-direita e ultraconservadores estão a ganhar cada vez mais terreno. Denunciamos em Portugal uma tendência preocupante para decisões judiciais retrógradas, moralistas e inadmissíveis, que violam os direitos mais básicos e a Constituição da República Portuguesa”, pode ler-se no referido manifesto.

Assim, debaixo de uma chuva copiosa, centenas juntaram-se, exigindo o fim da violência contra as mulheres e igualdade salarial.

Isabel Pires, deputada do Bloco, considerou que este é um dia muito importante, não só em Portugal, mas em todo o mundo, e sublinhou o caso português. “Aqui em Portugal temos várias razões para protestar. Só este ano, já morreram 24 mulheres vítimas de femicídio e a justiça portuguesa continua a ser machista e a não dar resposta a este problema”, afirmou.

Sandra Cunha, deputada do Bloco, em declarações ao Esquerda.net, afirmou que o protesto é feito “em nome de todas as mulheres violentadas, vítimas de violência doméstica, assassinadas, violadas” e  que serve para “denunciar a cultura que desvaloriza a violência, responsabiliza e as vítimas e desculpabiliza os agressores”.

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