Justiça Social exige taxação das grandes fortunas, diz Marisa

16 de maio 2014 - 17:34

A eurodeputada salientou que, nesta sexta-feira, se soube que com a troika as dez famílias mais ricas aumentaram a fortuna, enquanto mais 400 mil pessoas ficaram pobres. “A austeridade quando nasce não é para todos” realçou Marisa Matias e apontou que para haver justiça social se exige taxar as grandes fortunas.

PARTILHAR
A eurodeputada salientou que “a austeridade chega a uns, mas não chega a todos” já que “chega à maioria mas não chega a quem tem mais”

"Hoje, a notícia que nós tivemos conhecimento, de avaliação dos três anos de troika é muito elucidativa. As dez famílias mais ricas de Portugal viram a sua fortuna aumentar em 20%, ao passo que há mais 400 mil pessoas que agora estão pobres e que antes não estavam", disse Marisa Matias à comunicação social em Faro.

A eurodeputada salientou que “a austeridade chega a uns, mas não chega a todos” já que “chega à maioria mas não chega a quem tem mais”.

"Precisamos verdadeiramente de taxar as grandes fortunas, que é coisa que ainda não foi feita. Um Governo que sabe tanto de impostos e que resolve obedecer tanto em matéria de impostos, já agora talvez um bocadinho de justiça social não ficasse aqui mal", sublinhou Marisa Matias.

Sobre a mais recente chantagem da troika, divulgada pelo “Diário de Notícias” nesta sexta-feira e segundo a qual “Bruxelas ameaça com segundo resgate se falhar défice de 2,5%”, a eurodeputada do Bloco criticou:

"É o que acontece de cada vez que o Governo decide que tem que obedecer de forma permanente e continuada, é que depois está sujeito às variações de humores das instituições".

Marisa Matias salientou: "Seja com um segundo resgate, seja com um programa cautelar, seja com a chamada saída limpa, nós vamos continuar a ter condicionalidades enormes relativamente aquilo que são as possibilidades em termos de política de investimento, criação de emprego, ou seja, não existe".

Marisa Matias reafirmou ainda: “Ou temos uma política diferente da austeridade ou independentemente do nome continuaremos sujeitos a uma situação que nos coloca na recessão e que agrava as desigualdades sociais em Portugal”.