"Há um saque fiscal e um défice escondido com milhões de fora”

25 de outubro 2013 - 1:51

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, comentando os dados divulgados pela Direção-Geral do Orçamento (DGO) sobre as contas do Estado nos nove primeiros meses de 2013, considerou que "há um saque fiscal”, que não chega para "melhorar as contas do Estado face a 2012”, e há “um défice escondido com milhões de fora”.

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Pedro Filipe Soares afirmou que “as contas não estão equilibradas”, “a economia não está melhor”, mas “há uma escolha contabilística e essa é salvar a banca, esconder aquilo que é pago à banca para continuar a impor este saque fiscal às famílias”

Em declarações à comunicação social na Assembleia da República sobre os dados da execução orçamental no primeiros nove meses de 2013, Pedro Filipe Soares começou por sublinhar “que no final do ano o défice de 5,5% não será cumprido, será de 5,9%”.

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda afirmou então que "há um saque fiscal, que não chega para melhorar as contas do Estado face a 2012 e há claramente uma opção contabilística de um défice escondido com milhões de fora”.

Salientando que o "défice verdadeiro" é superior a 5,4 mil milhões de euros” e o défice "contabilizado para a troika é de cerca de 4,4 mil milhões de euros", Pedro Filipe Soares frisou: “Para o que a troika lhe interessa as contas podem ser alteradas. Por exemplo o Banif não entra nas contas da troika”.

Questionando “essas escolhas” e “porque não se fazem outras escolhas”, como por exemplo retirar “o pagamento de subsídios de desemprego das contas do défice”, ou o pagamento de salários ou de pensões, Pedro Filipe Soares afirmou que “as contas não estão equilibradas”, “a economia não está melhor”, mas “há uma escolha contabilística e essa é salvar a banca, esconder aquilo que é pago à banca para continuar a impor este saque fiscal às famílias que é o pilar desta execução orçamental e deste exercício de todo o ano de 2013”.