Em declarações à comunicação social na Assembleia da República sobre os dados da execução orçamental no primeiros nove meses de 2013, Pedro Filipe Soares começou por sublinhar “que no final do ano o défice de 5,5% não será cumprido, será de 5,9%”.
O líder parlamentar do Bloco de Esquerda afirmou então que "há um saque fiscal, que não chega para melhorar as contas do Estado face a 2012 e há claramente uma opção contabilística de um défice escondido com milhões de fora”.
Salientando que o "défice verdadeiro" é superior a 5,4 mil milhões de euros” e o défice "contabilizado para a troika é de cerca de 4,4 mil milhões de euros", Pedro Filipe Soares frisou: “Para o que a troika lhe interessa as contas podem ser alteradas. Por exemplo o Banif não entra nas contas da troika”.
Questionando “essas escolhas” e “porque não se fazem outras escolhas”, como por exemplo retirar “o pagamento de subsídios de desemprego das contas do défice”, ou o pagamento de salários ou de pensões, Pedro Filipe Soares afirmou que “as contas não estão equilibradas”, “a economia não está melhor”, mas “há uma escolha contabilística e essa é salvar a banca, esconder aquilo que é pago à banca para continuar a impor este saque fiscal às famílias que é o pilar desta execução orçamental e deste exercício de todo o ano de 2013”.