Governo aprova regresso aos cortes de salários de 2011

12 de junho 2014 - 16:20

Conselho de Ministros aprova proposta de lei para reintroduzir os cortes entre 3,5% e 10% aplicados aos salários do setor público superiores a 1.500 euros, substituindo os cortes chumbados pelo TC. Arménio Carlos diz que medida é afronta ao Constitucional.

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Arménio Carlos que considerou que novos-velhos cortes continuam a ser inconstitucionais. Foto de Paulete Matos
Arménio Carlos que considerou que novos-velhos cortes continuam a ser inconstitucionais. Foto de Paulete Matos

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma proposta de lei para reintroduzir os cortes de 3,5% a 10% aplicados aos salários do setor público superiores a 1.500 euros. A medida vem substituir os cortes aprovados no Orçamento do Estado para 2014, entre 2,5% e 10%, aplicados aos salários do setor público a partir dos 675 euros, que no dia 30 de maio foram declarados inconstitucionais pelo Tribunal.

O governo espera reintroduzir estes cortes "tão depressa quanto possível", mas depende ainda da aprovação pelo Parlamento. “Esta é uma proposta de lei, a seguir à discussão com os sindicatos terá ainda de ser remetida à Assembleia da República, o que tem os seus tempos próprios. A nossa proposta é que [a reintrodução dos cortes] seja no mês seguinte à da publicação da lei. O que demorará o seu tempo", disse a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

Afronta ao Tribunal Constitucional

Para o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, a proposta do governo de reintroduzir os cortes é uma afronta ao Tribunal Constitucional.

"É uma provocação aos trabalhadores da função pública e uma afronta ao Tribunal Constitucional", afirmou Arménio Carlos, que considerou que os cortes “a curto ou a médio prazo, continuam a ser inconstitucionais".