FMI quer austeridade sem fim, Bloco realça que Governo mente

13 de novembro 2013 - 21:14

FMI diz que Portugal precisa de “dose significativa de austeridade” e pretende que os salários baixem mais. O líder parlamentar do Bloco afirma: "O Governo anda a mentir descaradamente ao país. Diz que os cortes são temporários e o relatório [do FMI] diz que são permanentes”.

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Pedro Filipe Soares afirmou também que o relatório do FMI torna claro "o fanatismo daqueles que só estão bem a cortar salários, a cortar na vida das pessoas" e que "não há saída neste caminho senão continuar a cortar na vida e nos salários" - Foto de Paulete Matos

Foi divulgado, nesta quarta-feira, o relatório do FMI às oitava e nona avaliações do programa da troika e o chefe da missão do FMI para Portugal, Subir Lall, deu uma teleconferência, à comunicação social.

Comentando o relatório do FMI, o líder parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares, afirmou:

"O Governo anda a mentir descaradamente ao país. Diz que os cortes são temporários e o relatório diz que são permanentes. Diz que os sacrifícios poderão estar a chegar ao fim e o FMI diz-nos que são para continuar em 2015 e em 2016. Diz-nos que a austeridade tem fim e o relatório [do FMI] diz-nos exatamente o contrário".

Pedro Filipe Soares afirmou também que o relatório do FMI torna claro "o fanatismo daqueles que só estão bem a cortar salários, a cortar na vida das pessoas" e que "não há saída neste caminho senão continuar a cortar na vida e nos salários".

O líder parlamentar do Bloco acusou ainda o Governo de “andar a mentir descaradamente”, já que “diz que [os cortes] são temporários e o relatório diz que são” para sempre. Já que “diz que austeridade tem fim e o relatório diz que a austeridade é um caminho sem fim.”

O chefe da representação do FMI afirmou que Portugal precisa de uma “dose significativa de austeridade”, como se a política de austeridade não esteja a ser brutal, a provocar o empobrecimento do país e a gerar uma catástrofe económica e social.

Insatisfeito ainda com os cortes, o FMI pretende baixar ainda mais os salários, falando agora do setor privado.