Foi divulgado, nesta quarta-feira, o relatório do FMI às oitava e nona avaliações do programa da troika e o chefe da missão do FMI para Portugal, Subir Lall, deu uma teleconferência, à comunicação social.
Comentando o relatório do FMI, o líder parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares, afirmou:
"O Governo anda a mentir descaradamente ao país. Diz que os cortes são temporários e o relatório diz que são permanentes. Diz que os sacrifícios poderão estar a chegar ao fim e o FMI diz-nos que são para continuar em 2015 e em 2016. Diz-nos que a austeridade tem fim e o relatório [do FMI] diz-nos exatamente o contrário".
Pedro Filipe Soares afirmou também que o relatório do FMI torna claro "o fanatismo daqueles que só estão bem a cortar salários, a cortar na vida das pessoas" e que "não há saída neste caminho senão continuar a cortar na vida e nos salários".
O líder parlamentar do Bloco acusou ainda o Governo de “andar a mentir descaradamente”, já que “diz que [os cortes] são temporários e o relatório diz que são” para sempre. Já que “diz que austeridade tem fim e o relatório diz que a austeridade é um caminho sem fim.”
O chefe da representação do FMI afirmou que Portugal precisa de uma “dose significativa de austeridade”, como se a política de austeridade não esteja a ser brutal, a provocar o empobrecimento do país e a gerar uma catástrofe económica e social.
Insatisfeito ainda com os cortes, o FMI pretende baixar ainda mais os salários, falando agora do setor privado.