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Empresa privada aumenta preço da água em plena pandemia

A INDAQUA, que tem a concessão da água e saneamento em Oliveira de Azeméis, engrossa assim os lucros à custa da população. O Bloco exige a suspensão imediata das tarifas da água e que, posteriormente, a autarquia perca o medo e avance com o fim da concessão.
Foto de Paulete Matos.
Foto de Paulete Matos.

Depois de a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis (na altura PSD), ter entregue a concessão da água e saneamento à empresa privada INDAQUA, a vida dos oliveirenses transformou-se num autêntico inferno. Todos os meses os munícipes sentem as suas carteiras a esvaziarem de forma veloz devido às faturas exorbitantes com que se deparam.

A água brota da natureza e é, por consequência, um bem de todos nós. Infelizmente, existem políticos que não olham a meios para entregar aquilo que é um bem público aos privados, para que estes acumulem lucros obscenos à custa das populações.

Mesmo em pleno estado de emergência, a fatura não baixa. Bem pelo contrário: A tarifa fixa do abastecimento de água de 0,1472 passou para 0,161. Já a tarifa variável do abastecimento de água do 1º escalão passou de 0,5784 para 0,6328 e o 2º escalão de 1,5424 passou para 1.6824. A tarifa fixa de saneamento passou de 0,1455 para 0,1592. A tarifa variável de saneamento do 1º escalão de 0,7159 passou para 0,7832 e o 2º escalão passou de 1,5359 para 1,6802. Já a taxa de recursos hídricos de 0,0313 passou para 0,0364. Estes aumentos tiveram início em 03/03/2020.

Numa altura destas, em que a população sofre as consequências dramáticas da pandemia provocada pelo COVID 19, esperava-se uma posição firme por parte do presidente da Câmara para que seja exigida a suspensão imediata do pagamento das tarifas de água e de saneamento para defender os habitantes do Concelho.

Mas, infelizmente, a passividade do Presidente é total, o que é aproveitado pela INDAQUA para engrossar os lucros à custa da população. Esta empresa não tem respeito por ninguém e vive exclusivamente do lucro desmedido a qualquer preço.

Para o Bloco, esta situação revela que o contrato de concessão deve ser anulado por parte da Câmara Municipal. São várias as autarquias de cidades europeias que colocaram um fim nos contratos de concessão e passaram a gerir elas as redes de água e de saneamento. Não basta afirmar que se ama o concelho, mas depois nada se faz para defender os oliveirenses.

O Bloco exige a suspensão imediata das tarifas da água e saneamento enquanto esta pandemia estiver a assolar as populações. E, depois, que a autarquia perca o medo e que avance com o fim do contrato de concessão. Primeiro está a vida dos oliveirenses, e não os lucros de uma empresa privada que não tem o mínimo de respeito por ninguém.  


Artigo publicado pela Distrital do Bloco de Aveiro.

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