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Coletivos feministas convocam conversas “A caminho do 8 de Março”

As cinco conversas terão lugar online nos dias 20, 24, 27 de fevereiro e 3 e 6 de março. O objetivo é juntar mais pessoas a esta mobilização coletiva rumo ao dia da Greve Feminista Internacional.

Cerca de duas dezenas de coletivos e associações do feminismo interseccional juntam-se na organização de uma série de cinco conversas feministas “sobre as várias lutas e temas que definem a Greve Feminista”.

“Todas estas conversas, que decorrerão online, têm como objetivo juntar mais pessoas a esta mobilização coletiva, que nos levará ao dia 8 de março de 2021”, dizem os coletivos em comunicado.

As organizações, que defendem “uma sociedade livre de opressões, que garanta direitos, igualdade, equidade e justiça social” reconhecem que a pandemia “trouxe à superfície, e agudizou, desigualdades sociais, feridas abertas de um sistema capitalista, racista, colonial, capacitista, hetero-cis-sexista e patriarcal que se fortalece do fosso entre as pessoas que têm direitos e as que são empurradas para a margem”.

Somos muitas e diversas! As nossas singularidades são representadas em cada um dos movimentos que, no seu conjunto,...

Publicado por A Coletiva em Quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Todas as iniciativas serão divulgadas nas páginas de Facebook dos coletivos que organizam estas conversas. Aqui fica o programa e a apresentação dos temas em debate:

Sábado, dia 20 de fevereiro, às 18h, na página de Facebook d’ A Coletiva - Conversa sobre Feminismos a caminho do 8M

Esta conversa inicia um ciclo de debates, denominado "Caminho para o 8 de Março" que nos levará até à Greve Feminista Internacional. Pretende ser um momento de reflexão sobre "de onde vimos" e "para onde vamos". Certamente será uma conversa com muitas perguntas e poucas certezas, mas tendo sempre presente que ouvir, pensar e construir propostas de forma unitária e coletivamente é o caminho.

Quarta-feira, dia 24 de fevereiro, às 21h - Conversa sobre Crise dos cuidados 

Para além dos múltiplos papéis que assumem, a dualidade entre quem cuida e quem é cuidado assume especial pertinência em tempos de pandemia... Mas não só! Tanto para o sujeito que cuida, maioritariamente a cargo da mulher, como para aquele que recebe os cuidados, é fundamental que se pense em formas de contrariar a sua situação de maior vulnerabilidade, desproteção e precariedade, para que possam usufruir em pleno dos seus direitos enquanto cidadãs/ãos autodeterminados. Estaremos, então, perante uma crise de cuidados?

Sábado, dia 27 de fevereiro, às 18h - Conversa sobre Feminismos plurais 

Em pleno ano 2021, a luta por direitos básicos e universais permanece presente em batalhas diárias para diversas pessoas que, por razão da sua identidade de género, orientação sexual, cor da pele, pertença étnica, deficiência, nível socioeconómico, ou qualquer outra característica idiossincrática, continuam a ver todos os seus direitos postos em causa e as suas oportunidades limitadas. Conscientes do sistema estruturalmente desigual em que vivemos, serão abordados, nesta conversa, feminismos diversos, assumindo as suas lutas, especificidades e potencialidades, neste que se quer um combate de, para e com toda a gente!

Quarta-feira, dia 3 de março, à 21h - Conversa sobre A precariedade das nossas vidas

O “mercado de trabalho”, sexista, além de fortemente explorador da mão-de-obra, está ainda munido de preconceitos de género, subjugando as mulheres em situação de pobreza, emigrantes, mães solteiras, pessoas LGBTI, sem abrigo, negras. A precariedade e a subalternização de funções essenciais, principalmente prestadas por mulheres, continuam a ser a regra. Esta discriminação cruzada manifesta -se em formas de violência, exclusão social e marginalização, tais como o discurso de ódio, a privação da liberdade de associação e de expressão, o desrespeito pela vida privada e familiar, a discriminação no mercado de trabalho, no acesso a bens e serviços, na saúde, na educação, etc. Somos aquelas a quem mais se pede, a quem mais responsabilidade se exige, mas a quem se recusa proteção social. A crise pandémica que vivemos veio agudizar todas estas questões, há muito existentes, mas invisibilizadas. Junta-te a esta conversa e vem refletir conosco. 

Sábado, dia 6 de março, às 18h - Conversa sobre Ecofeminismos na agenda política?

São as mulheres que estão na linha da frente dos efeitos devastadores da crise ambiental, que para além das alterações climáticas, ameaça destruir toda a vida no Planeta. Os Ecofeminismos permitem exprimir diferentes vozes nas críticas às desigualdades inerentes às estruturas mundiais que permitem o Norte dominar o Sul e os homens dominarem as mulheres. De uma corrente mais essencialista de ligação da mulher à "terra-mãe", que a coloca como a principal responsável dos cuidados, passou-se a outras correntes de um ecofeminismo social e crítico".

Coletivos e associações que convocam:

A Coletiva

Associação ILGA Portugal

APDMGP - Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto

Brigada Estudantil

CVI - Centro de Vida Independente 

Clube Safo

FEM - Feministas em Movimento

Feministas.pt - Plataforma de Comunicação Feminista

Marcha do Orgulho de Santarém

MTS - Movimento dxs Trabalhadorxs do Sexo 

Panteras Rosa

Por Todas Nós

SOS Racismo

TransMissão - Associação Trans e Não-Binária

UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta 

GPV - Grupo Partilha d’a Vida 

Termos relacionados Sociedade
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