Cavaco Silva defende um “Governo que leva o país para o abismo”

26 de maio 2013 - 18:28

Durante a apresentação da candidatura autárquica de Vila Real, a coordenadora nacional do Bloco, Catarina Martins, afirmou que “Cavaco Silva consegue como ninguém desprestigiar a Presidência da República porque assume-se como o garante de um Governo em que ninguém acredita e ninguém quer”.

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Foto de Catarina Martins.

A dirigente bloquista acusou o presidente da República de defender um “Governo que afoga o país, que leva o país para o abismo”, sublinhando que é por isso que “hoje a população portuguesa não só pede a demissão do Governo, como já não pode tolerar mais Cavaco Silva na Presidência da República”.

“Não se pode querer segurar um Governo quando esse Governo não tem nenhum apoio social, quando a população já percebeu que esse Governo não tem nenhum futuro para o país que não seja o abismo, empobrecimento e a banca rota”, salientou.

Catarina Martins apontou a importância da próxima campanha autárquica, que decorre “num momento crucial para o país”, referindo que “em cada momento escolhemos entre a solidariedade e a chantagem da finança e a campanha autárquica é o momento dessa escolha”.

“Há quem tente dizer que a democracia não é solução, como se existisse uma qualquer inevitabilidade que diz que só há um rumo”, afirmou a deputada, adiantando que “sabemos que não é assim”. “Numa crise a democracia é sempre a solução porque é nos momentos das crises que as pessoas têm que escolher”, frisou.

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda lembrou que, dois anos depois da chegada da 'troika' e da eleição do Governo liderado por Pedro Passos Coelho, o país seguiu o “caminho do empobrecimento, baixou salários, os serviços públicos do Estado social estão a ser destruídos, sem se ter conseguido nenhum dos objetivos da redução da dívida pública ou do controlo do défice".

Segundo avançou Catarina Martins, o Bloco apresenta-se nestas eleições questionando do ponto de vista nacional e local as opções tomadas para o país.

“Porque em cada sítio em que as pessoas disserem que não aceitem que a sua água seja privatizada, que não aceitam ficar sem o seu posto de Correios, que a empresa municipal faça negócios ruinosos com a banca, em vez de investir naquilo que é a qualidade de vida das suas populações, quando as pessoas têm a coragem e se juntam para dizer que chega deste percurso, então sim estamos a mudar o nosso país”, rematou.

Candidatura prioriza reabilitação urbana do centro histórico e apoio social

O candidato à Câmara Municipal de Vila Real, Rui Cortes, e o candidato à respetiva Assembleia Municipal, Carlos Santos, afirmaram que a candidatura do Bloco no concelho prioriza a reabilitação urbana do centro histórico, que se “encontra em profunda degradação”, e o apoio social à população.

“Aproveitamos uma das panorâmicas mais bonitas da cidade para alertar para o desordenamento territorial. Basta ver atrás de nós os mamarrachos construídos sobre o rio ou o viaduto de três quilómetros da Autoestrada Transmontana”, adiantou Rui Cortes.

Entre as propostas apresentadas conta-se a criação de um “programa de revitalização do núcleo central da cidade e do bairro dos Ferreiros, com destino para habitação a baixo preço, em vez da submissão à expansão urbana dos especuladores imobiliários numa cidade que conta com inúmeros fogos desocupados” e a abertura de um Gabinete de Emergência Social, que “potencie todas as áreas de apoio, mas não o assistencialismo”.

O Bloco pretende ainda implementar o processo do Orçamento Participativa no concelho e defende a “desburocratização dos pesados serviços municipais", que considera ser um “convite constante à ilegalidade”.

O ambiente, nomeadamente a defesa do vale do rio Corgo, o desporto e o lazer são outras das suas apostas.