Caso João Cravinho: “Primeiro-ministro tem de dar uma resposta ao país”

28 de julho 2023 - 13:55

Depois de terem saído notícias sobre uma comissão informal com Marco Capitão Ferreira e um posterior contrato de consultoria deste com o Ministério da Defesa, Mariana Mortágua confronta o primeiro-ministro: ou esclarece o envolvimento do ministro ou “não tem outra solução” a não ser retirar-lhe confiança.

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João Cravinho e Helena Carreiras na Comissão Parlamentar de Defesa. Foto de Tiago Petinga/Lusa.
João Cravinho e Helena Carreiras na Comissão Parlamentar de Defesa. Foto de Tiago Petinga/Lusa.

À margem da concentração dos enfermeiros dos hospitais privados em dia de greve, Mariana Mortágua reagiu esta sexta-feira ao caso que atinge o ministro da Defesa, João Cravinho, assinalando que este esteve “numa audição parlamentar e teve oportunidade de esclarecer toda a sua participação nas notícias que vão saindo sobre uma alegada rede de negócios no Ministério da Defesa”. Só que “não esclareceu nenhuma situação”, “não assumiu qualquer responsabilidade, não sabe de nada, não tinha qualquer responsabilidade nos negócios”.

Depois disso, passou-se a saber “que não só o ministro João Cravinho sabia do que se passava como terá havido uma comissão fantasma, informal, com Marco Capitão Ferreira e portanto que os dois conheciam o âmbito dessa comissão informal, e esse conhecimento levanta uma suspeita séria: que o contrato de consultoria de Marco Capitão Ferreira à Defesa tenha sido uma forma de remunerar serviços informais prestados no âmbito de uma comissão fantasma”.

Para a coordenadora bloquista, “esta suspeita é muito grave e tem de ser esclarecida”. Não o tendo feito João Cravinho no Parlamento “é preciso que o primeiro-ministro tome uma decisão: ou esclarece cabalmente o envolvimento do ministro João Cravinho nos negócios da Defesa e em todas as notícias que temos vindo conhecer incluindo a criação de uma comissão fantasma informal com Marco Capitão Ferreira ou então se não o fizer não tem outra solução a não ser retirar confiança a João Cravinho”.

Assim, “mantendo-se esta suspeita sem qualquer esclarecimento”, o ministro “não pode nem tem legitimidade” é “o primeiro ministro que tem de dar uma resposta ao país”. E esta é “simples”, vinca: “se confirma ou desmente as mais recentes notícias de uma comissão informal” e “se não consegue esclarecer ou se confirma penso que é óbvio que João Cravinho não tem legitimidade para se manter enquanto ministro”, defendeu.

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