Bloco quer reformular passes sociais nos Açores

09 de junho 2014 - 16:04

A proposta bloquista dará entrada no parlamento regional para cortar a metade o preço dos passes sociais no transporte marítimo e terrestre e implementar os sistemas multimodal e combinado, para servir melhor os utentes açorianos.

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Os coordenadores regionais do Bloco Açores na apresentação da proposta de reformulação dos passes sociais na Região. Foto Bloco/Açores

O Bloco de Esquerda vai levar ao parlamento dos Açores uma proposta para baixar o preço dos passes sociais de transporte marítimo e terrestre para metade do valor actual, e para a criação de duas novas modalidades de passe social: o multimodal – para a utilização de dois meios de transporte diferentes, autocarro e navios – e o combinado – para utilização dos transportes de mini-autocarro dentro das cidades e ligação de autocarro para toda a ilha.

Numa conferência de imprensa realizada ao início da tarde junto ao terminal marítimo de passageiros do porto da Horta, o deputado bloquista começou por identificar o problema: “O passe social é muito caro”.

Paulo Mendes aponta mesmo situações concretas que o comprovam: um trabalhador que receba o salário mínimo e utilize o passe social diariamente, vê desaparecer mensalmente 10% do seu salário caso circule entre Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, e 20% do salário caso circule entre o Faial e Pico.

“Não faz qualquer sentido!”, disse o deputado, fazendo uma comparação com o que acontece no continente: “Existe um passe social que abrange a área de Lisboa e arredores, e inclui autocarro, metro e travessia do Tejo, pelo mesmo preço que o passe social apenas para circular entre Angra do Heroísmo e Praia da Vitória”.

A proposta que o Bloco vai levar ao parlamento regional procura também implementar dois conceitos novos, o passe social multimodal, destinado às ilhas do triângulo e que consiste na ligação entre autocarro e navio por um preço menor. E o passe social combinado, destinado à utilização de mini-autocarros nos centros das cidades em conjuno com os autocarros que ligam as cidades às freguesias.