“São inúmeros os casos de assassinato de mulheres que têm vindo a público nos últimos dias. Só no primeiro semestre de 2014, de acordo com números da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta –, foram mortas 20 mulheres, em consequência de atos de violência doméstica. Ontem mesmo foi noticiado o caso de uma mulher de 47 anos, assassinada com duas armas brancas pelo marido, em Granja do Ulmeiro, no concelho de Soure, Coimbra”, refere o Bloco de Esquerda numa nota enviada à imprensa.
Citando um relatório da mesma associação, o Bloco lembra ainda que, em 2013, 37 mulheres foram assassinadas, "a maioria das quais no culminar de situações de violência cometidos em contacto familiar e de intimidade, e outras 36 foram alvo de tentativa de homicídio".
No documento é feita ainda referência ao último relatório das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) que “demonstra, por outro lado, que o fenómeno de violência doméstica fez aumentar significativamente o número de crianças e jovens em perigo nos últimos anos”.
O Bloco “considera que é fundamental trazer ao Parlamento o debate sobre a violência de género, neste contexto em que se torna evidente que as medidas e mecanismos de proteção às vítimas de violência doméstica existentes não são suficientes, face à dimensão do drama da violência doméstica”.
Para além da realização deste debate de urgência no parlamento, a direção do Bloco adianta que solicitou já uma reunião sobre a mesma matéria ao Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR. O encontro terá lugar no próximo dia 25 de maio às 14h30, e contará com a presença da coordenadora do Bloco, Catarina Martins, e da deputada Cecília Honório.