“Cada vez que o Governo falha nos planos de austeridade a economia melhora”

14 de novembro 2013 - 12:40

Comentando os dados do INE, de que o PIB subiu 0,2% no terceiro trimestre de 2013, Mariana Mortágua do Bloco disse que a pequena melhoria coincide com o chumbo do TC e que a conclusão a tirar é que “cada vez que o Governo falha nos seus planos de austeridade a economia melhora”.

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“Este pequeno aumento do consumo é coincidente com a altura em que o Tribunal Constitucional trava os cortes previstos pelo Governo”, pelo que a única conclusão a tirar é que “cada vez que o Governo falha nos seus planos de austeridade a economia melhora”, diz Mariana Mortágua - Foto de sandeep thukral/Flickr

Segundo os dados do INE divulgados, nesta quinta-feira, o PIB subiu no terceiro trimestre deste ano 0,2% em relação ao trimestre anterior. No segundo trimestre tinha crescido 1,1% face ao primeiro trimestre. Comparando com igual período de 2012 (julho a setembro), a economia caiu 1%.

Comentando estes dados, a deputada Mariana Mortágua do Bloco de Esquerda referiu que “ essa pequena melhoria nos dados económicos vem do consumo - a procura interna reduziu-se menos do que o esperado”.

Segundo Mariana Mortágua, “ este pequeno aumento do consumo é coincidente com a altura em que o Tribunal Constitucional trava os cortes previstos pelo Governo”, pelo que a única conclusão a tirar é que “cada vez que o Governo falha nos seus planos de austeridade a economia melhora”.

A deputada do Bloco diz que o executivo PSD/CDS-PP deve fazer “análise séria” destes dados, divulgados pelo INE, e afirma que o Governo “não pode querer mais crescimento económico e, ao mesmo tempo, apresentar um Orçamento do Estado que prevê mais cortes nos salários e mais cortes nas pensões, quando todos os dados nos dizem que sempre que os cortes são aliviados, a economia melhora”.

Mariana Mortágua frisou ainda que “perante os cortes” do OE para 2014 e as exigências da Comissão Europeia e do FMI de mais cortes, de 1.700 milhões de euros em 2014 e 1.700 milhões em 2015, “não podemos esperar que perante estes cortes haja alguma previsão de melhorias económicas”.