Urgências

Presidente da FNAM diz ser inaceitável que se continuem a encerrar serviços por falta de médicos e desta vez “com a agravante de haver ocultação de informação” por parte da ministra Ana Paula Martins. Bloco quer ouvir administração demissionária da ULS de Viseu Dão-Lafões, por entender que “o passa-culpas como estratégia não resolve nenhum problema”.
 

Ministra da Saúde deu orientações para que as escalas deixem de ser divulgadas publicamente na internet. Em Viseu, os utentes lembram que em março o então candidato do PSD António Leitão Amaro fez campanha à porta do hospital a contestar o encerramento das urgências pediátricas noturnas ao fim de semana. Mal chegou ao Governo, passaram a fechar todas as noites da semana.
 

Por falta de profissionais de saúde, até 31 de dezembro o país terá apenas 54% das unidades de urgência a funcionar em pleno. Diretor executivo do SNS prevê normalização em janeiro, quando recomeça o limite anual das 150 horas extraordinárias para os médicos.

Duzentos profissionais de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo, na sua maioria da área materno-infantil, subscrevem um texto a alertar para "os enormes riscos dos crescentes constrangimentos no acesso à saúde".

Entre os dias 19 e 25 deste mês, diversas especialidades de 36 dos 80 das urgências do país terão o seu acesso condicionado. Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde aponta “escassez de recursos humanos” como uma das causas do “período crítico” que o SNS atravessa.

O início do mês de novembro é marcado por urgências encerradas ou com fortes constrangimentos no seu funcionamento de Norte a Sul do país. Urgências pediátricas em Lisboa e Vale do Tejo são das mais afetadas. Hospital da Guarda com vários serviços encerrados todo o mês.

Federação Nacional dos Médicos não aceita “jornadas diárias de 12 horas, sem limite de horas extraordinárias nem valorização salarial”. Em resposta, frisa “nem uma hora a mais” e anuncia que “os médicos deixarão de fazer horas extra depois das 150 horas anuais obrigatórias”.