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A deputada do Bloco Ana Drago exigiu esta segunda-feira a presença do ministro das Finanças na Assembleia da República, bem como o acesso aos contratos de cobertura de risco, conhecidos como swaps, autorizados pelo setor empresarial do Estado.

O jornal “Público” noticia que a saída de Paulo Braga Lino e Juvenal Silva Peneda de secretários de Estado está relacionada com a celebração de contratos de cobertura de financiamentos na empresa pública Metro do Porto, que abriram um buraco que ascende a mais de 800 milhões de euros.

Este domingo, a coordenadora do Bloco de Esquerda acusou o Governo de estar “a preparar-se, às escondidas das pessoas, para negociar um segundo resgate para Portugal, que vai pôr o país ainda mais nas mãos do sistema financeiro e tirar mais a quem trabalha".

A coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins acusou o Governo de querer “destruir o consenso sobre Estado Social que foi construído com o 25 de Abril”. A dirigente bloquista teceu ainda duras criticas ao ministro da Educação, Nuno Crato. Este “é o Governo do autoritarismo e Nuno Crato é a cara desse autoritarismo”, referiu.

O deputado do Bloco Luís Fazenda acusa o Governo de preparar um “despedimento massivo de professores do quadro” e de promover um verdadeiro “ataque à Escola Pública e aos profissionais”. Fenprof considera que o concurso de professores é “uma fraude e uma pouca vergonha” e FNE adianta que o mesmo afeta “a estabilidade do corpo docente das escolas e a estabilidade da vida profissional das pessoas”.

O líder da coligação grega Syriza, Alexis Tsipras, vai estar em Lisboa para participar nas comemorações do 25 de Abril a convite do Bloco de Esquerda. Pelas 21h30, Alexis Tsipras irá ainda participar num comício organizado pelo Bloco, no Fórum Lisboa, que conta também com as intervenções da eurodeputada Marisa Matias e do coordenador do Bloco João Semedo.

O coordenador do Bloco de Esquerda instou o primeiro-ministro para que “deixe de responsabilizar o Tribunal Constitucional por todos os problemas que foram criados apenas e com a exclusiva responsabilidade do seu Governo". João Semedo questionou também quanto é o valor de corte que o Governo quer fazer no próximo orçamento retificativo, mas Passos Coelho não respondeu.

A deputada Zuraida Soares solidariza-se com os trabalhadores da SATA, denuncia a campanha mediática de que aqueles trabalhadores são alvo e afirma: “A responsabilidade dos prejuízos da greve anunciada na SATA é do Governo da República e do Governo Regional, e não dos trabalhadores”.

Na conferência de imprensa a seguir ao Conselho de Ministros, o Governo não disse onde pretende cortar quatro mil milhões de euros e anunciou que os subsídios de férias serão pagos em duodécimos em vez do subsídio de Natal, que será pago em novembro. Pedro Filipe Soares diz que o Governo demonstrou "que não aprendeu com as lições do Tribunal Constitucional" e "persiste num caminho sem saída".

Referindo-se à carta que o primeiro ministro enviou ao PS, Pedro Filipe Soares destacou que “o Governo quer manter-se à tona”, procurando agora “chorar no ombro do PS e pedir ajuda para se salvar a si próprio”. “Quem salvar o Governo está a virar as costas ao país”, alertou o líder da bancada bloquista.

Fernando Pardal, especialista em anatomia patológica, é Diretor não só do serviço em que é especialista mas também de mais seis serviços, bastante distintos entre si. Os deputados do Bloco João Semedo e Helena Pinto questionaram o ministério da Saúde sobre “os motivos que justificam esta situação inusitada ”. Ordem dos Médicos considera prática "legalmente inaceitável".

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou esta terça feira o Governo de ter “uma agenda ideológica fanática de destruição do Estado Social” e de utilizar a dívida “como uma chantagem para impor uma política de empobrecimento ao país”.

A deputada Ana Drago desafiou, esta terça-feira, a maioria de direita a “ser consequente” com as preocupações que expressou este fim de semana e a aprovar um projeto de resolução do Bloco que defende que o dinheiro que sobra do fundo de recapitalização da banca seja utilizado para financiar a economia, através da CGD. Proposta vai a votos na quinta feira.

A economia mundial vai crescer menos do que o esperado, a recessão europeia vai agravar-se e os bancos da periferia da zona euro vão continuar a ser um travão ao crescimento económico. O último relatório do FMI reconhece mesmo que a austeridade vai destruir as economias, embora não apresente nenhuma alternativa à política defendida pelo Fundo.

O Parlamento Europeu debate esta terça-feira, na sessão plenária, o Relatório do Parlamento Europeu que procede à avaliação da atividade do Banco Central Europeu, da autoria da eurodeputada Marisa Matias. Este relatório foi aprovado em janeiro pela Comissão de assuntos Económicos e Monetários, apenas com um voto de diferença, derrotando pela primeira vez a direita e conservadores na avaliação do papel do BCE.

Depois de Fernando Seara, em Lisboa, Luís Filipe Menezes é o segundo candidato do PSD a ver a sua candidatura autárquica recusada pelo tribunal. Juíza diz que, com a interpretação que o PSD faz da lei de limitação de mandatos, “seria possível o exercício vitalício” do cargo de autarca.

Entre os dias 12 e 14 de Abril decorreu, na cidade do Porto, "o espaço de debate, reflexão e formação política alargado - Inconformação 2013". Organizado pelos estudantes do Bloco de Esquerda, a proposta foi simples: convidar aderentes e não aderentes a discutir política. Por Bárbara Silva

O Conselho Editorial do norte-americano New York Times escreve hoje que a "medicina amarga" da austeridade está a matar o doente. Sobre Portugal dizem que "vai provavelmente ter um défice orçamental, este ano, maior que o acordado com a troika (...) porque as políticas nacionais, sem surpresa, causaram uma recessão mais profunda que o previsto".

A troika regressa esta segunda-feira a Portugal para avaliar a execução orçamental e aprovar as novas medidas de austeridade propostas pelo Governo português, na sequência do chumbo do Tribunal Constitucional. Passos Coelho já fez chegar por carta, aos representantes da Comissão Europeia, FMI e Banco Central Europeu, as linhas gerais das intenções do executivo.

A coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins defendeu este domingo que a “única carta” que a troika deve receber é a “da despedida”, para devolver a soberania ao país e evitar “mais sete anos” de austeridade e crise.