Plataformas digitais

Na primeira fiscalização da situação laboral dos estafetas das plataformas digitais, “50% dos estafetas identificados na ação estavam em situação de irregularidade contratual”, afirmou a ministra do Trabalho.

Cerca de 30 inspetores da ACT em Lisboa e Porto deram início esta quarta-feira a uma operação de verificação do vínculo laboral destes trabalhadores, que resulta da proposta do Bloco aprovada na Agenda do Trabalho Digno.

As alterações ao Código de Trabalho implicam que as plataformas teriam que integrar estafetas e motoristas quando se comprovassem indícios de presunção de laboralidade. Antes de entrarem em vigor, Uber, Glovo e Bolt mudaram as regras. Os estafetas denunciam uma “degradação das condições de trabalho e dos rendimentos”.

Esta segunda-feira, os trabalhadores da Glovo promoveram uma paralisação nacional. Marcel Borges, dos Estafetas em Luta, explicou ao Esquerda.net quais as principais reivindicações e objetivos do protesto. Novas ações estão agendadas para 2 de junho.