Colômbia

Um ensaio sobre a atual conjuntura do país durante as eleições presidenciais e os próximos desafios frente aos ataques da extrema direita dirigida por Trump.

Luana Alves

Os embates dos próximos 20 dias nas ruas, locais de trabalho e redes sociais na Colômbia definirão não apenas o nome do novo presidente do país, entre um neofascista e um progressista, mas em grande medida a correlação de forças na América do Sul. 

Ana Cristina Carvalhaes

A segunda volta das eleições presidenciais será disputada a 21 de junho por Abelardo de la Espriella, que surpreendeu este domingo com 43% dos votos, e Iván Cepeda, com 41%. Gustavo Petro denuncia uma possível fraude de mais de 800.000 votos.

Miguel Fernández Ibáñez

Iván Cepeda, candidato da esquerda, deverá vencer a primeira volta, dizem as sondagens. A segunda volta é imprevisível hoje. Porém, o facto de a esquerda estar bem colocada depois de quatro anos de mandato do primeiro presidente de esquerda da Colômbia leva-nos a questionar: quais os “segredos” de Gustavo Petro?

Luís Leiria

O partido Pacto Histórico, que apoia o governo de Gustavo Petro, foi a força mais votada nas eleições para o Senado colombiano. Primárias definiram candidatos às presidenciais do fim de maio.

Se a experiência venezuelana ensina alguma coisa, é que não basta estar certo diante do adversário externo se descuidarmos os alertas internos. A coesão, a leitura precoce das traições e a capacidade de ouvir avisos incómodos não são luxos políticos: são condições de sobrevivência.

Víctor de Currea Lugo

O presidente dos EUA diz agora que vai impor mais tarifas à Colômbia. O seu homólogo colombiano tem vindo a denunciar os ataques militares a barcos nas Caraíbas, que já mataram 27 pessoas, como “uma guerra pelo petróleo”.

O presidente Gustavo Petro reivindica vitória por terem sido introduzidas várias medidas a favor dos trabalhadores que só foram possíveis porque “o povo levantou-se”. Pretende agora convocar uma assembleia constituinte para “construir o Estado social de direito, a justiça social, a democracia profunda com as pessoas, a paz”.

O Brasil queixou-se do tratamento desumano e o México tinha recusado um voo militar com deportados dos EUA. Mas foi Gustavo Petro quem desencadeou a ira de Trump quando disse que recusaria deportações até que houvesse “dignidade e respeito”. Houve ameaças de tarifas e de proibição de estadias de governantes.

Gustavo Petro convida o Governo da Venezuela “a permitir que as eleições terminem em paz, autorizando um escrutínio transparente com a contagem de votos, atas e supervisão por todas as forças políticas do seu país e supervisão internacional profissional” e pede também aos EUA que suspenda os bloqueios.

A multinacional bananeira foi condenada nos Estados Unidos a indemnizar os familiares de oito pessoas assassinadas pelo grupo paramilitar Autodefensas Unidas de Colombia.  É a primeira vez que um tribunal norte-americano declara uma empresa do país responsável de cumplicidade com violações dos direitos humanos no estrangeiro.
 

Os três países sul-americanos anunciaram as decisões na terça-feira, após o ataque ao campo de refugiados de Jabalia. México e Argentina também sobem o tom das críticas a Israel.

 

O maior estudo sobre o impacto da legalização da canábis no consumo de tabaco é o destaque desta emissão do Quatro e Vinte.