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“Fechar fronteiras a refugiados é prova de falência da UE”

O Bloco de Esquerda trouxe a arte urbana à pré-campanha para afirmar a solidariedade com os refugiados de guerra. Catarina Martins defendeu a abertura de corredores humanitários e diz que o fecho de fronteiras “é o oposto do que precisamos”.
Graffiti de Oze Arv. Foto Paulete Matos

O graffiter Oze Arv transformou um outdoor de campanha do Bloco junto ao Cais do Sodré, em Lisboa, numa peça de arte urbana em solidariedade com os refugiados que estão a chegar à Europa, deixando a guerra e a miséria para trás. A porta-voz do Bloco foi assistir à conclusão do graffiti e agradecer ao artista. “Esta é uma afirmação das obrigações que temos em relação aos refugiados. Há 350 mil pessoas na Europa a precisar desse apoio, das quais 100 mil são crianças e segundo a UNICEF 10 mil viajam sozinhas”, afirmou.

“Enquanto temos esta crise, que a primeira resposta da Europa seja começar a fechar fronteiras em vez de abrir corredores humanitários para distribuir e proteger estes refugiados, é uma prova da falência da União Europeia”, acrescentou Catarina Martins, lembrando que “estamos a falar de 0.05% da população da União Europeia”. Cada vez que os direitos dos refugiados não estão a ser respeitados, “isso significa que a União Europeia não se respeita”, rematou Catarina, acusando as instituições de Bruxelas de estarem a violar a legislação internacional que a obriga a receber refugiados.

Para a porta-voz do Bloco, o que é necessário hoje é “uma resposta consentânea com a lei internacional e a Convenção de Genebra, que diz que as pessoas que fogem da guerra têm direito a proteção”. Para o Bloco, as prioridades são claras: “receber os refugiados, abrir cordões humanitários, valer àquelas 10 mil crianças que estão a viajar sozinhas, valer a toda esta gente que está a fugir da guerra”.

“Aplaudimos a posição da Alemanha em receber mais refugiados, mas a incapacidade da UE se articular como é necessário, esta falência completa das instituições da UE, faz com que a situação fronteiriça passe a ser um problema em vez da urgência de abrir corredores humanitários. Quando era preciso fazer estas pessoas circularem rapidamente para um sítio onde possam estar em paz, estamos a assistir a um controlo de fronteiras que é o oposto do que precisamos”.

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