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Catarina: “No poder local também está na altura de mudar”

Catarina Martins apelou também à eleição do primeiro vereador do Bloco de Esquerda na Câmara do Porto, que “será a garantia da esquerda socialista que não desistiu do Porto na Câmara Municipal”.
O Bloco de Esquerda realizou um comício na cidade do Porto - Foto de Andreia Quartau
O Bloco de Esquerda realizou um comício na cidade do Porto - Foto de Andreia Quartau

A coordenadora do Bloco de Esquerda começou por afirmar que “no poder local também está na altura de mudar. E está na altura de responder pela habitação, pelos transportes, pelo ambiente, pela igualdade”. E, acabou a sua intervenção, afirmando que “há 4 anos faltaram poucos votos, para eleger um vereador do Bloco na Câmara do Porto e que “vai ser agora”. “O Bloco vai estar na Câmara do Porto para erradicar a pobreza”, frisou Catarina Martins.

A coordenadora bloquista encerrou o comício do Bloco de Esquerda, que se realizou esta tarde no Porto, na Praça D. João I, e em que intervieram também candidatos e candidatas às Câmaras do distrito do Porto: Sérgio Aires (Porto), Bruno Maia (Gondomar), Renato Soeiro (Gaia), Silvestre Pereira (Maia), Carla Silva (Matosinhos), Nuno Monteiro (Valongo) e Filipa Afonseca (Póvoa do Varzim).

“Tanta gente que vem ter com o Bloco de Esquerda, porque sabe que aqui está a sua gente”, contou Catarina Martins, explicando que as pessoas na feira que visitou nesta manhã, falavam das pensões baixas e apontou que o Bloco não esqueceu a injustiça do fator de sustentabilidade às pessoas que atualmente já têm bem de mais de 40 anos de descontos. “Não nos esquecemos de quem está mais frágil, de quem tem uma pensão pequena de mais. E a quem temos de fazer justiça”, salientou.

A política velha que se resigna à pobreza tem os dias contados”

“É tempo de dizer que a política velha das autarquias, que acha que a habitação é um problema do mercado, que as cidades devem ser pensadas para os carros e que os transportes coletivos são uma coisa distante. Esta política velha que não pensa as alterações climáticas, que se resigna à pobreza e que encolhe os ombros perante a desigualdade, tem também de ter os dias contados nas autarquias e para isso é preciso a força do Bloco de Esquerda”, afirmou Catarina Martins.

E, defendeu a construção das 170.000 casas com rendas justas, “rendas que as pessoas possam pagar, em todo o país, para garantir que os mais jovens podem sair de casa dos pais”.

Sublinhou também a importância dos transportes coletivos em todos os concelhos do país, que “não são a exceção mas a regra”, e frisou que cuidar dos “transportes coletivos é a primeira responsabilidade que qualquer autarquia tem, para fazer face às alterações climáticas”. “Transportes gratuitos que sirvam toda a gente, para que o carro deixe de ser a norma”, disse.

“Se poder local é proximidade, então poder local tem de ser cuidado e o cuidado precisa de creches” apontou também a coordenadora bloquista, acrescentando que “é para abrir creches e não fechar como tem acontecido no Porto”. “Cuidado precisa de serviços domiciliários para quem quer ficar a viver na sua casa e precisa de ajuda para lá poder continuar”, “cuidado é tirar do papel o estatuto dos cuidadores informais e colocar a as autarquias a apoiar”, salientou ainda.

A concluir, Catarina Martins afirmou que “Rui Moreira governou com autoritarismo e sem oposição”, só tendo oposição, “e forte”, na Assembleia Municipal.

“Uma oposição que acaba sempre a viabilizar os orçamentos de Rui Moreira, que se gabou da fraca resposta à crise pandémica, uma oposição que tem medo de fazer perguntas incómodas não serve o Porto”, acusou Catarina Martins

E, concluiu: “É por isso que sabemos da importância de eleger um vereador do Bloco de Esquerda aqui na Câmara Municipal do Porto. Um vereador do Bloco de Esquerda será a garantia da esquerda socialista que não desistiu do Porto na Câmara Municipal”.

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