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Privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo

Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, fazendo parte da EMPORDEF, a holding das indústrias de defesa portuguesas, encontram-se no pacote de privatizações previsto no PEC do Governo Sócrates.

Neste dossier procuramos conhecer a história dos estaleiros que foram nacionalizados depois do 25 de Abril e a opinião dos actuais trabalhadores que se encontram receosos pelos seus postos de trabalho, segundo nos disse Manuel Cadilha. Os seus receios justificam-se pelos exemplos dramáticos do e da Setenave, actual Lisnave. Os despedimentos e a precariedade fazem parte da política de Privatizar recursos estratégicos, segundo explica Gustavo Toshiaki.

Este dossier foi organizado por Sofia Roque.

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Neste dossier:

Privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo

Neste dossier procuramos conhecer a história dos estaleiros que foram nacionalizados depois do 25 de Abril e a opinião dos actuais trabalhadores que se encontram receosos pelos seus postos de trabalho, segundo nos disse Manuel Cadilha.

A desmantelação do Arsenal do Alfeite

Durante décadas palco de lutas laborais e movimentos de resistência anti-capitalista, o Arsenal do Alfeite esteve novamente em luta em 2008, talvez a mais dura luta da sua história, pois em causa estava a sua sobrevivência.

A proposta de privatização dos estaleiros não é nova

“Sabemos que a privatização da empresa trará problemas acrescidos para quem nela trabalha. Temos a certeza absoluta e isso preocupa-nos”. Entrevista a Manuel Cadilha, à data, coordenador da Comissão de Trabalhadores dos ENVC.

Breve cronologia histórica dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo

Os ENVC foram fundados em 1944 e em 75 foram nacionalizados. Hoje incluem-se no conjunto das empresas administradas pela holding das indústrias de defesa portuguesa, EMPORDEF. A laboração nos estaleiros foi sempre diversificada, oscilando periodicamente entre a construção militar e civil, assegurando sempre a reparação naval.

Privatizar recursos estratégicos

Travestidas no discurso de defesa do interesse público, as transferências de parte das prestações para o sector privado, nas chamadas parcerias público-privadas e outras formas de sub-contratação privada, configuram a mão pesada que promove a lógica do mercado no seio dos serviços públicos.

O caso da Lisnave

“A privatização dos estaleiros de Viana vem no seguimento do que foi feito na Setenave e já sabemos qual é o fim”. Entrevista a Cipriano Pisco, trabalhador na antiga Setenave (durante 32 anos), agora na Lisnave.