Desigualdades sociais e efeito cidade

Esta comunicação pretende demonstrar que, no contexto da globalização e da atual crise económica, não é possível entender plenamente a forma como as desigualdades se constituem e se reproduzem sem contemplar uma análise pertinente sobre os territórios e as cidades. Por Renato Miguel do Carmo

30 de março 2013 - 21:38
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Desde do início dos anos 90, tenho refletido e estudado sobre o modo como as dinâmicas territoriais se relacionam com a constituição das sociedades contemporâneas. Nesta relação prestei particular atenção à questão das desigualdades, nas suas mais diversas dimensões (desigualdades de classe, rendimentos, escolares, etc.), e a sua relação com territórios tão diversificados como o interior algarvio, as cidades e as aldeias alentejanas, o centro e a periferia de Lisboa.

Ao longo destes estudos, deparei-me quase sempre com um dado incontornável: quando se contempla a escala territorial a análise das desigualdades revela correlações pronunciadas, como se os territórios incorporassem uma espécie de catalisador sobre as desigualdades.

Esta comunicação pretende demonstrar que, no contexto da globalização e da atual crise económica, não é possível entender plenamente a forma como as desigualdades se constituem e se reproduzem sem contemplar uma análise pertinente sobre os territórios e as cidades.

Este dado deve, em meu entender, ser incorporado na forma como se equacionam as políticas públicas que visam a redução das desigualdades e dos níveis de pobreza.

Aceda à apresentação da comunicação Desigualdades sociais e efeito cidade em pdf


Nota:

Renato Miguel do Carmo é doutorado em Sociologia. Atualmente é investigador auxiliar do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL e do Observatório das Desigualdades.

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