Em 2009 o Bloco de Esquerda obteve 10,73% dos votos, elegeu 3 deputados, tornando-se assim a 3ª força política portuguesa no Parlamento Europeu. Esta legislatura europeia ficou marcada pela crise económica e financeira e pelas respostas austeritárias impostas pela Comissão Europeia.
O Bloco não abdicou do internacionalismo e da solidariedade entre os povos e esteve em Gaza para furar o bloqueio israelita, no Fórum Social Mundial na Tunísia para construir alternativas à globalização financeira, no Luxemburgo para denunciar a situação de vários imigrantes portugueses que tinham sido expulsos das residências de acolhimento e denunciou situações de trabalho escravo. O Bloco também esteve em Ramallah, na Cisjordânia para em reunião sobre os presos políticos palestinianos, na Hungria para denunciar as lamas tóxicas e lançou a petição de apoio a Aminatou Haidar. O Bloco esteve onde era preciso estar porque a dignidade não tem fronteiras.
No Parlamento Europeu o Miguel Portas bateu-se contra o aumento dos salários dos eurodeputados, o Bloco pôs um ponto final ao ACTA, defendeu o direito ao multilinguismo e foi responsável pelo primeiro relatório crítico sobre a actividade do Banco Central Europeu na história da União Europeia.
A defesa dos direitos de quem trabalha foi uma das grandes batalhas de Miguel Portas que através do seu relatório do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização que foi concluído por Alda Sousa que auxiliou as vítimas de despedimentos colectivos como foi o caso da Nokia na Finlândia. Também na área da investigação o relatório de Marisa Matias deu novo fôlego à investigação científica na Europa.
O Bloco esteve presente na Manifestação em Bruxelas contra a alteração da lei do aborto no estado espanhol, e as eurodeputadas bloquistas lançaram uma petição no PE contra o referendo da coadopção em Portugal. Também dinamizaram a recolha de assinaturas para uma carta que foi enviada ao primeiro-ministro belga, em defesa dos direitos de quase 200 afegãos a quem o estado belga não quer reconhecer o direito de asilo.
A delegação do Bloco teve um papel determinante na área da saúde, com a elaboração da estratégia europeia de combate ao Alzheimer e do regulamento dos ensaios clínicos de medicamentos para uso humano. A eurodeputada Marisa Matias redigiu a directiva de combate à entrada de medicamentos falsificados e esta foi a segunda vez que uma deputada portuguesa foi responsável por uma directiva-quadro, enquanto Alda Sousa foi a eurodeputada campeã do clima. Marisa Matias obteve o reconhecimento do Parlamento Europeu com a atribuição do prémio de Deputada do Ano 2011 na área da Saúde.
O Bloco no Parlamento Europeu fez a diferença. No final das contas, os partidos não são todos iguais.