Ensaios Clínicos: as pessoas em primeiro lugar

A salvaguarda dos direitos dos doentes e dos cidadãos nos ensaios clínicos parece ser uma questão de senso comum, mas na União Europeia só passa a sê-lo porque o Parlamento Europeu conseguiu reverter uma proposta da Comissão que “parecia escrita pela indústria farmacêutica”, afirmou a eurodeputada Alda Sousa.

21 de abril 2014 - 10:48
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Foto do GUE/NGL

Numa intervenção proferida durante o debate que fechou o processo de elaboração de uma directiva sobre ensaios clínicos, a eurodeputada do Bloco de Esquerda sublinhou a qualidade positiva do documento, obra de uma “colaboração profícua, competente e honesta” dos eurodeputados relatores envolvidos.

Essa qualidade, porém, sublinhou Alda Sousa, deve-se ao Parlamento Europeu e não à Comissão Europeia, apesar de o comissário do pelouro, o maltês Tonio Borg, “ter tido a lata de afirmar que os doentes e os cidadãos passam a ser mais beneficiados do que a indústria farmacêutica”.

“A proposta inicial da Comissão, que veio do seu gabinete”, recordou a eurodeputada do Bloco de Esquerda dirigindo-se ao comissário, presente em plenário, “parecia escrita pela indústria farmacêutica e foram este Parlamento e estes relatores que conseguiram revertê-la, garantir o papel dos comités de ética, a transparência e assegurar os direitos dos indivíduos que vão participar nos estudos”.

“Não é de competitividade que se trata, é de competência”, rematou Alda Sousa. 


Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu.

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