Roberto Almada

Roberto Almada

Técnico Superior de Educação Social. Ativista do Bloco de Esquerda.

Espero que o Tribunal Penal Internacional, em Haia, esteja preparado para julgar os crimes de guerra cometidos contra milhões de pessoas inocentes, em Gaza e na Ucrânia.

Nesta segunda-feira, dia 17 de Março, Alberto João Jardim assinalou 36 anos de governação na Madeira, apenas a 3 meses de igualar o tempo que Salazar esteve na presidência do Conselho.

Numa altura em que o CDS decidiu avançar com candidaturas próprias, a todas as autarquias madeirenses, para tentar ser o último fôlego do PSD/M, é responsabilidade da Esquerda madeirense, e sobretudo do Bloco, contribuir para a construção de uma alternativa política ampla e abrangente.

É preciso encontrar uma alternativa de governação política para a Madeira de cunho progressista, democrático e de corte com a austeridade tão a gosto de Jardim e de Albuquerque. E essa alternativa não está no interior do PSD.

É preciso romper com as políticas anti-sociais de austeridade. É necessário afirmar uma nova alternativa Socialista.

Alberto João Jardim não está “bom da tola”.

Na Madeira, oito forças políticas uniram-se para assinar um “Pacto Pela Democracia”. O Bloco de Esquerda disse presente!

Rejeitaremos a continuação do off-shore da Madeira onde muitas entidades financeiras lucram milhões e pagam quase zero de impostos.

1. Cinco semanas após a tragédia do passado dia 20 de Fevereiro na Madeira, ainda existem situações de pessoas que perderam tudo e que desesperam por ajuda. Numa altura em que o centro do Funchal já está "de cara lavada" porque é que nas zonas altas as pessoas continuam abandonadas? Porque é que a prioridade não foi garantir habitação, ainda que temporária, às pessoas que nos vários Concelhos da Região ainda estão em Instituições de Solidariedade Social e em aquartelamentos militares? Porque é que, passado todo este tempo o cenário nas zonas altas do Funchal, Ribeira Brava e algumas zonas do Concelho de Santa Cruz, ainda é igual ao do dia seguinte ao da catástrofe? Será porque o cortejo da Festa da Flor não passa nesses sítios?

Enquanto escrevo estas linhas, ouço através da rádio o relato da descoberta de mais corpos nos escombros e nas derrocadas que assolaram a Madeira. Perante a dimensão desta tragédia, com a lamentável perda de vidas humanas, há que acudir aos vivos e actuar numa perspectiva de apoiar quem precisa de recuperar os seus haveres.