Bruno Candé foi chamado de estranho na sua terra, mandado embora de um país que era o seu, morto por quem achava que ele estava a mais em Portugal. Negar a dimensão racista deste crime hediondo é persistir em parte do problema que lhe deu origem.
Há provas de Salgado ter uma espécie de rede mafiosa, com contabilidades paralelas. Mas, a nossa elite é impoluta, limpa como água acabadinha de sair da nascente. Que chatice ter caído lá esta gota de óleo, conspurcou aquilo tudo.
Os caminhos do vírus percorrem agora as fragilidades das condições socioeconómicas mais vulneráveis. O vírus explora os problemas que o modelo económico criou.
Os passos atrás que o Governo anunciou agora mostram a dificuldade de responder à situação. Precisamos de um Governo que não falhe neste momento fundamental.
A cereja no topo do bolo da “falta de noção” é a engenharia financeira que o Governo inventou para “reforçar” as verbas para o SNS neste Orçamento Suplementar.
A privatização da TAP foi um desastre, manter os privados a mandar é um absurdo. A receita de “o Estado paga, mas não manda” não serviu antes, não serve definitivamente agora. Será que António Costa sabe fazer diferente?
Mais um responsável de um país que ameaça virar o exército contra o seu povo, procurando silenciar reivindicações justas por igualdade, liberdade, justiça e democracia.