Pedro Filipe Soares

Pedro Filipe Soares

Matemático. Dirigente do Bloco de Esquerda

Se falha na quantidade, a qualidade deste fundo também deixa muito a desejar. A Comissão Europeia propõe um plano dilatado no tempo, refém da burocracia de Bruxelas.

Será possível que André Ventura e o Chega tenham sido financiados pelo movimento evangélico neopentecostal? Se isso aconteceu é gravíssimo, além de ilegal.

O Governo regateia apoios a empresas e trabalhadores independentes, aperta os cordões à bolsa nos apoios sociais, nega subsídios de risco a quem está na linha da frente, mas à banca continua a entregar os milhões de bandeja. Não estamos todos no mesmo barco.

Ficou desmontada a intrujice. Ele e os seus donos podem ter a certeza disto: nem passará o racismo que apregoa, nem a promiscuidade entre política e negócios que representa.

A pandemia ainda não tem um “pós”, mas a crise económica e social já não tem um “pré”. Maio é o mês desta constatação. E é agora que as escolhas determinantes têm de ser feitas, sob pena de não travarmos a tempo sofrimento que seria evitável.

A decisão é sobre a resposta mínima numa crise extraordinária. Ficaremos a saber se a União Europeia aprendeu algo com a crise anterior e as mudanças políticas que ela desencadeou.

Se tenho orgulho no país que mostramos ser, a nossa elite económica mostra como não merece o país que tem.

Dizia Marx que a história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa. É a esse triste espetáculo que assistimos na Europa neste momento fundamental.

As afirmações de Bolsonaro, enquanto cidadão, seriam irresponsáveis e um enorme disparate. Enquanto Presidente do Brasil, são criminosas.

A coragem que tivermos agora é o sofrimento a que seremos poupados no futuro, evitando o congelamento da economia ou o medo social.