José Manuel Pureza

José Manuel Pureza

Professor Universitário. Coordenador do Bloco de Esquerda

Em Tebas caminhei entre centenas de olhares vazios, centenas de vidas suspensas, centenas de negações do que lhes/me disseram ser a Europa.

Há uma exigência plurianual que deve presidir à programação desses fundos: renovar a economia para responder às alterações climáticas.

Combater a precariedade e o seu cortejo de perversidades na advocacia é uma exigência de decência e de direitos.

A ideia de que exercer uma profissão liberal ao mesmo tempo que se é deputado é uma garantia de liberdade para o deputado, que lhe permite não ser um obediente funcionário, é estranha e sem fundamento.

Um ano depois de ter apresentado um anteprojeto de lei que consagrava a despenalização da morte assistida, o Bloco de Esquerda torna hoje público o texto definitivo do seu Projeto de Lei.

Para ela, a política nunca foi uma arte do possível que seja perpetuação do que está, mas sim transformação social a partir da realidade inteira.

Nas quatro áreas pactadas – organização judiciária, acesso ao direito, justiça económica e combate aos crimes económico-financeiros – os consensos ficam aquém do que o Presidente da República estabelecera como horizonte estratégico.

O abandono interno e o sucesso europeu são o mesmo país. Por isso, o abandono não será erradicado se não combatermos as regras do sucesso que o geram.

Dois anos volvidos sobre o início de um caminho de recuperação dos rendimentos e de direitos básicos das classes trabalhadoras, os adeptos do “já chega” agitam-se.

A Justiça é um bem público essencial e o horizonte da consolidação de um Serviço Nacional de Justiça é o que se adequa do modelo de democracia avançada constitucionalmente consagrado. Estas propostas para o Orçamento de 2018 pretenderam ser escolhas sólidas nesse sentido.