Se a nacionalização pelos termos em que foi feita, foi um erro, a gestão pela CGD do BPN nacionalizado foi um descalabro. E a venda ao BIC aumenta o descalabro. É preciso parar esta espiral em que todas as decisões se transformam em mais encargos para o estado e os portugueses.
As imagens mais impressivas que ficam desta semana são a do PS, completamente dividido na votação das propostas do Bloco que permitiam a adoção por casais do mesmo sexo, e a do susto da direita perante a possibilidade do Parlamento abrir um inquérito sobre o processo do BPN.
O fim da crónica de Pedro Rosa Mendes na Antena Um e a edição especial feita à medida do ministro Miguel Relvas revela sérios indícios de que estamos perante um caso de censura politicamente orientada.
A doença tem uma marca social: os mais pobres adoecem mais vezes e mais gravemente. Este é, pois, o pior momento para aumentar as taxas e, ainda por cima, reduzir o número de isenções.
Os bancos nacionais não têm dinheiro para funcionar de acordo com as regras da UE. Como seria de esperar, deviam ser os acionistas a recapitalizá-los. Nada disso. Esse esforço será na íntegra cumprido pelos contribuintes.
A Ordem dos Médicos tem alimentado uma campanha alarmista e de descrédito contra os genéricos. Esta campanha não tem razão de ser. A opção, livre e responsável, deve pertencer por inteiro ao cidadão.
Este caso é um caso mas, infelizmente, não é único. O SNS está poluído por promiscuidades em tudo semelhantes. Degradam a qualidade dos serviços e promovem o despesismo.
A gestão privada não traz qualquer benefício ao SNS. É mais ineficiente e, também, mais cara. A gestão privada traduz-se num duplo prejuízo: a sua ineficiência prejudica os doentes e o seu custo castiga o orçamento.