João Semedo

João Semedo

Médico. Aderente do Bloco de Esquerda.

Se a nacionalização pelos termos em que foi feita, foi um erro, a gestão pela CGD do BPN nacionalizado foi um descalabro. E a venda ao BIC aumenta o descalabro. É preciso parar esta espiral em que todas as decisões se transformam em mais encargos para o estado e os portugueses.

 

As imagens mais impressivas que ficam desta semana são a do PS, completamente dividido na votação das propostas do Bloco que permitiam a adoção por casais do mesmo sexo, e a do susto da direita perante a possibilidade do Parlamento abrir um inquérito sobre o processo do BPN.

O que teve lugar na madrugada de segunda-feira em Bruxelas foi o episódio culminante da grande mentira em que se tornou a resposta europeia à crise.

O fim da crónica de Pedro Rosa Mendes na Antena Um e a edição especial feita à medida do ministro Miguel Relvas revela sérios indícios de que estamos perante um caso de censura politicamente orientada.

A doença tem uma marca social: os mais pobres adoecem mais vezes e mais gravemente. Este é, pois, o pior momento para aumentar as taxas e, ainda por cima, reduzir o número de isenções.

O mais importante é reduzir o número de infetados: zero novos infetados como propõe a ONUSIDA.

Os bancos nacionais não têm dinheiro para funcionar de acordo com as regras da UE. Como seria de esperar, deviam ser os acionistas a recapitalizá-los. Nada disso. Esse esforço será na íntegra cumprido pelos contribuintes.

A Ordem dos Médicos tem alimentado uma campanha alarmista e de descrédito contra os genéricos. Esta campanha não tem razão de ser. A opção, livre e responsável, deve pertencer por inteiro ao cidadão.

Este caso é um caso mas, infelizmente, não é único. O SNS está poluído por promiscuidades em tudo semelhantes. Degradam a qualidade dos serviços e promovem o despesismo.

A gestão privada não traz qualquer benefício ao SNS. É mais ineficiente e, também, mais cara. A gestão privada traduz-se num duplo prejuízo: a sua ineficiência prejudica os doentes e o seu custo castiga o orçamento.