A viragem à direita do Governo Costa, sobretudo a maioria absoluta que festejou em janeiro, tem sido particularmente visível no domínio da lei laboral.
Os sistemas a que chamamos democracias são construções paradoxais. Durante muito tempo, foram formas de coordenação da dominação, excluindo as mulheres, os pobres e os escravos.
Há, neste mundo do fim da história, quem levante uma força desmedida, o que aumenta a fragilidade do sistema global. São os gigantes que dominam a economia.
No entanto, há duas certezas. A primeira é que as batalhas se arrastam e que faltam tropas a ambos os lados. A decisão recente de Moscovo de elevar dos 40 para os 65 anos a idade máxima de recrutamento militar comprova a dificuldade. A segunda certeza é que este é o paraíso da indústria das armas.
Um líder improvável como Biden conseguiu o maior sucesso do século da política externa norte-americana, mas pode perder as próximas eleições e abrir as portas ao regresso de Trump.
Este impulso inflacionário é simplesmente a tradução do poder de empresas, e é por isso que alguns países decidiram taxar os lucros extraordinários obtidos por esta via. Em Portugal isso nunca acontecerá. Pelo amor da santa!
O PIB é uma agregação que ignora a estrutura da produção e a distorção da distribuição, desconhece a qualidade de vida ou a sua sustentabilidade, só registando transações.
A questão para quem tem terçado pelo SNS como a prova da democracia é que deixa de ser viável apresentar este sacrificado serviço como um modelo, ou fingir que não está a ser degradado de forma eficiente.
Macron acreditou que o voto útil que o elegeu contra Le Pen o lançaria nas legislativas, mas foi derrotado pela sua impopularidade e perdeu um terço dos seus lugares na Assembleia.
O trabalho tem vindo a perder e a inflação é a prova do poder do capital, explicam economistas da Reserva Federal. Se conhecessem o Governo, saberiam como o monetarismo impôs a sua lei.