Defendo que o teletrabalho total não é funcional, as pessoas precisam de interação laboral e social. Mas importa ouvir, quem sente na pele os efeitos desta nova realidade e não estão a ser devidamente compensados.
O XIV Congresso da CGTP vai realizar-se a 14 e 15 de fevereiro. Estamos perante o enorme desafio do reforço da influência da central, por um sindicalismo que não tema o alargamento da sua agenda de intervenção e pelo reforço do pluralismo.
Em 2017 a esquerda precisa de fazer mais e melhor para retirar da legislação laboral “as marcas da troika e da direita”, entre as quais a redução dos dias de férias.
Dia 19 de dezembro é a red line para os patrões tirarem as ilusões quanto a um acordo de concertação alargado que inclua aumento insignificante do Salário Mínimo Nacional.
Precisamos de agir para avançar, e isso faz-se na luta e concretiza-se no campo institucional, revendo as normas do Código do Trabalho que desregulamentaram as relações laborais a favor do capital.
Vencida esta primeira batalha contra a aplicação de sanções, não podemos baixar a guarda, porque as diversas instituições da UE vão manter e exercer todo o tipo de pressões para que as políticas austeritárias voltem a estar presentes no Orçamento de Estado para 2017.
Aprovado o Orçamento do Estado para 2016, importa aos trabalhadores saber como devem atuar os sindicatos neste novo ciclo político, dum governo PS, suportado pelos partidos à sua esquerda na Assembleia da República.
Vamos estar também no dia 26 de Outubro na manifestação promovida pelo Que Se Lixe a Troika. Não desistimos de trabalhar e construir caminhos de unidade que mais cedo que tarde, nos tragam os resultados por que lutamos.