Adriano Campos

Adriano Campos

Sociólogo, dirigente do Bloco de Esquerda e ativista contra a precariedade.

Qualquer limitação imposta ao trânsito estabelecido entre a política e os negócios, seja durante ou depois do exercício do mandato, apresenta-se como um obstáculo pavoroso para aqueles que veem o cargo de deputado como um meio para se alcandorar na via dos negócios.

O Conselho Económico e Social (CES) ocupa uma posição secundária na esfera das relações económicas e laborais em Portugal.

Enquanto a Europa se recusar a tratar o afluxo, com a dimensão humanitária que ele comporta, e se negar a alterar radicalmente uma política de mercantilização do imigrante, continuaremos a presenciar, envergonhados, ao louvar dos mortos e ao massacre diário dos vivos.

Falecido a 11 de setembro, aos 72 anos, Berman foi um dos pensadores marxistas mais importantes da segunda metade do século XX e, com toda a certeza, o mais doce e o mais afetuoso. 

A forma como os movimentos, a esquerda política e os protestos sociais serão capazes de impor mais transformações políticas será ditada pela sua ação nos próximos meses. Nesse cenário a atuação de Dilma e do PT são peças chave. Artigo de Adriano Campos, em São Paulo.

Em meio aos protestos generalizados de junho, um movimento que se fazia ouvir já há alguns meses ganhou força e apresentou-se como ponta de lança da luta contra o conservadorismo social no Brasil. O “Fora Feliciano” esteve presente nas ruas e disputou o conteúdo político e mediático das mobilizações. Artigo de Adriano Campos, em São Paulo.

Ao contrário da tendência defensiva presente nas mobilizações europeias anti-austeridade, que aconteceram num contexto de ataque e de deterioração das condições económicas e salariais, os protestos no Brasil mostraram que é possível construir movimentos aguerridos num cenário de forte crescimento económico associado à distribuição de rendimento. Artigo de Adriano Campos, em São Paulo.

A expansão dos estágios é um fenómeno global que acompanha a precarização do trabalho.

A esquerda apresenta a suas propostas e batalha pela clarificação do pântano, junta gente no caminho, não desiste do milhão e meio de pessoas que votaram no Partido Socialista e de tantas outras que nele viam um fator de esperança e que começam agora a acertar o despertador.

Quando o Governo cair, o que já esteve mais distante de acontecer, o problema político imediato em Portugal chama-se Partido Socialista. E na última semana deu-nos sinais fortes do quão grande esse problema pode ser.