Adriano Campos

Adriano Campos

Sociólogo, dirigente do Bloco de Esquerda e ativista contra a precariedade.

Passos Coelho congratulou-se por 70% dos estágios resultarem num contrato de trabalho. A maioria dos estagiários, no entanto, conhece bem a instabilidade por que passa nos escassos meses de estágio e a incógnita do fim que se aproxima. Onde mora a razão neste conflito?

Depois da EDP, REN, CTT, Caixa Seguros, ANA, EGF e outras tantas empresas públicas, Passos lança-se na segunda campanha pela privatização da TAP. Não é caso para menos, faltando 10 meses para as eleições legislativas, sobem os níveis de adrenalina nos gabinetes ministeriais.

O novo "nim" do partido: proposta de uma audição pública sobre a dívida pública sem qualquer referência à reestruturação.  

A entrada fulgurante de Marina Silva na disputa pelas presidenciais despertou velhos demónios na sociedade brasileira. Ao apresentar-se como a predestinada sobrevivente do acidente que vitimou Eduardo Campos a candidata levantou o véu sobre a relação entre a religião e a política num país onde o número de evangélicos não pára de aumentar nos últimos anos.

Quando há dois anos António Costa ensaiou o seu primeiro movimento insurrecional, Seguro correu no dia seguinte a exigir: redução do número de deputados já! O populismo é uma mão que se estende, tão fácil de agarrar.

Com a queda do BES ficamos a saber que um dos maiores Hospitais do País, o de Loures, foi gerido nos último anos por um grupo que é propriedade de uma Rio Forte em descalabro.

Perdemos o Durão mas vamos ter Carlos Moedas, Comissário empossado para glória da direita portuguesa. Mas afinal, quem é este Secretário de Estado que sobe agora as escadas do poder imperial europeu?

São várias as formas como o maior banco privado português construiu a sua rede de influência entre os governantes, como diferentes são os sinais de retribuição de cada um dos 25 Ministros e Secretários de Estado que se cruzaram com os destinos do BES. Dezasseis dos 19 governos constitucionais tiveram quadros vindos, ou que transitaram, para o BES.

O Bloco de Esquerda foi o único partido que não integrou a comitiva de deputados que receberam Filipe VI na Assembleia da República.

Os jornalistas Helena Matos e José Manuel Fernandes torturam as estatísticas oficiais de forma a encobrir o que os Precários Inflexíveis têm vindo a defender e constatar em conjunto com amplos sectores da luta social em Portugal.