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Estas cidades geridas pela extrema-direita

Vejamos como a Frente Nacional geriu as cidades que os eleitores franceses lhe confiaram estes últimos anos para fazer delas o que chamaram orgulhosamente “os laboratórios da FN”. Artigo de Maxime Vivas e Eric W. Faridès, do Le Grand Soir.

Frases de eleitores: “Vamos votar Frente Nacional. São os únicos que nunca experimentámos”.

Falso! Sem ir a um passado mais longínquo, vejamos como a Frente Nacional geriu as cidades que os eleitores franceses lhe confiaram estes últimos anos para fazer delas o que chamaram orgulhosamente “os laboratórios da FN”.

Detenhamo-nos no que aconteceu em Vitrolles, Marignane, Toulon et Orange, “cidades experimentais” dos métodos a ampliar a todo o país.

Constatemos a carnificina em matéria de finanças, de emprego, social, de cultura, de segurança, de democracia, de direitos dos trabalhadores e de respeito das leis da República.

 

Em Vitrolles

Catherine Mégret foi eleita presidente da câmara em 9 de fevereiro de 19971. A dívida da cidade aumentou. A Câmara Regional das Contas de Provence Alpes Côtes d’Azur inquieta-se com o orçamento municipal.

Um prémio pelo nascimento de 5.000 francos é atribuído às famílias francesas. Catherine Mégret é condenada por discriminação no prémio de nascimento.

Em junho de 1997, o liceu Pierre Mendès France recusa-se a matricular Sofia Touzaline, estudante de liceu nascida em França de pais argelinos. Uma conselheira de orientação do liceu afirma ter ouvido o provedor dizer, a propósito dos alunos do internato: “É preciso fazer uma triagem; os cinzentos de um lado, os brancos de outro”. O MRAP e o SOS-Racismo dão queixa. Em 1998, o provedor é suspenso das suas funções pelo reitor da Academia de Aix-Marseille.

O município decreta o fim das refeições de substituição sem carne de porco nas cantinas escolares. Alain Darmuzey, diretor da escola de Liourat e supervisor da cantina é afastado das suas funções por Catherine Mégret, porque se recusa apertar-lhe a mão.

A associação pró-FN “Fraternidade Francesa”2 é fortemente subsidiada. A câmara fecha centros arejados e a missão experimental “Vitrolles Emprego Formação”. A associação Vitrolles-Kiffa é despejada da sua sede. São suprimidas as subvenções aos sindicatos e associações humanitárias. A câmara tenta explicar-se: “As verdadeiras associações (…) recebem uma ajuda financeira (…). Para elas, as subvenções aumentaram 40%...”

A câmara afasta a diretora de cinema Les Lumières por ter proposto curtas-metragens sobre a prevenção da sida. Em contrapartida, a equipa de Bruno Mégret “esforçou-se por conseguir a construção de um vasto complexo cinematográfico do tipo multiplex na zona comercial”. O FN-MDR substitui os cinemas de arte e experimental pela indigesta cultura produzida em série.

Catherine Mégret publica discursos racistas no jornal alemão Berliner Zeitung: “os imigrantes têm espírito colonialista: os imigrantes […] fazem não sei quantos filhos que põem na rua. Fazem filhos para receberem alojamento, nem sequer os criam […] Interroguem qualquer um, à parte uma pessoa de má fé, e vai responder-vos que efetivamente há diferença entre raças, há diferença entre os genes. É o que dizia Le Pen.

A câmara despede agentes sociais e certos contratados municipais (150 agentes em 1000 em quatro meses). Em agosto de 1997, a Justiça anula 31 despedimentos porque “o motivo de poupança avançado para justificar a deliberação de 30 de agosto de 1997 não pode ser dado como provado”. A chegada da nova equipa marca a partida de quadros municipais decorrente dos métodos do FN.

Em novembro de 1997 “Na noite de 4 para 5, pelas 3h30, um comando de uma dezena de homens vestidos de negro, encapuçados e armados de bastões de baseball, ataca o piquete de greve dos motoristas no cruzamento de l'Anjoly. As cacetadas fazem três feridos e danos materiais...”

Em dezembro de 1997, cinco conselheiros de Vitrolles são postos sob vigilância por “cumplicidade de violência em reunião, com arma e premeditação” e “cumplicidade de destruição de bens”, depois da agressão dos motoristas em greve.

“É preciso fazer repressão, quer dizer, é preciso punir, perseguir, apanhar os que conhecemos”, afirma Catherine Mégret ao Berliner Zeitung. Os educadores de rua e agentes de prevenção são substituídos por polícias. Bruno Mégret vangloria-se de ter multiplicado por dois os efetivos da polícia, de armar os polícias municipais, de desenvolver a videovigilância, os patrulhamentos, as brigadas de intervenção rápida... O aumento do número de polícias municipais não melhora os dados da insegurança. Nem da serenidade. Os polícias da senhora Mégret são apelidados de “ninjas”, por causa da sua postura e dos poderosos braços.

Os animadores do bar musical Le Sous-Marin são acusados pela câmara de criação de moeda falsa e de tráfico de drogas. São forçados a instalar-se em Gardanne. Depois, Catherine Mégret é condenada por ter emparedado um bar musical e por difamação da associação cultural Productions du Sous-Marin.

A câmara redefine a “identidade provençal”: a rua Nelson Mandela é rebatizada Praça Provence, um brasão modifica a bandeira da cidade que se transforma em “Vitrolles-en-Provence”.

O município renova as igrejas e os lugares de culto. Bruno Mégret afirma que o município “decidiu valorizar as nossas raízes (…). A capela da base da Rocha foi renovada, bem como os caminhos que lá vão dar. Na Cidade Velha, foi lançada a reabilitação integral da igreja de São Gerardo”. Em 15 de fevereiro de 1998, Bruno Mégret anuncia na France 2 que não haverá emprego-jovem em Vitrolles.

A equipa municipal pratica abertamente a discriminação social. Bruno Mégret afirma no seu blog: “O município decidiu dar sistematicamente a prioridade aos franceses, no limite das possibilidades legais. (…) Os empregos na câmara são destinados prioritariamente aos vitrolenses franceses. Acabam os certificados de alojamento (pelo qual um nacional se responsabiliza por um estrangeiro) e os casamentos de interesse. Quanto às ajudas sociais, esforçam-se, no limite das leis atuais, de privilegiar sistematicamente os nossos comaptriotas. Apesar de a cidade possuir pouca habitação social, a equipa de Mégret procurou favorecer sistematicamente os franceses na atribuição de habitação”.

A eleição de 24 de junho de 2002 é anulada por decisão do Conselho de Estado na sequência de um panfleto difamatório acusando um candidato de ter “abusado sexualmente de uma pessoa em posição de fraqueza psicológica”.

Um conselheiro municipal da FN é retirado das listas eleitorais pelo tribunal de Martigues já que não vive em Vitrolles.

Catherine Mégret é acusada de desvio de fundos públicos: mandou enviar, às custas da câmara, cartas aos presidentes de câmaras de França para apoiar a candidatura do seu marido Bruno Mégret. Esta falta de respeito das regras de financiamento da campanha eleitoral tem um custo: mais de 74.000 euros. Em 2006, ela é condenada a 50 mil euros de multa, a um ano de ineligibilidade e a custos diversos, assim como a oito meses de prisão com pena suspensa. Quatro antigos quadros do município foram igualmente condenados a penas que vão de três a quatro meses de prisão com pena suspensa e a uma multa de 1.500 euros.

Em março de 2009, o comunista Richard Dubré, secretário da secção de Vitrolles e membro do secretariado federal do PCF é agredido à punhalada. “À espera da proclamação dos resultados da eleição legislativa da 9ª circunscrição de Bouches-du-Rhône, encontrava-se no pátio do edifício da câmara, quando 15 façanhudos militantes do FN de Var lançam granadas de gás lacrimogéneo antes de se atirarem ao militante comunista que apontavam a dedo. (…) Um dos agressores aproxima-se e apunhala-o. A lâmina passa a dois centímetros do fígado. O militante, hospitalizado, fica com duas costelas partidas. Um verdadeiro milagre. O criminoso foi reconhecido por fotos tiradas durante a agressão. Vai ser interpelado terça-feira” (L'Humanité, 31 de março de 1999).

Bruno Mégret está satisfeito com a gestão da cidade e o ambiente democrático que reina. No seu site, pode-se ler: “Nenhuma confusão, nenhuma violência, nenhum atentado às liberdades, nenhum direito dos vitrollenses posto em causa”.

 

Em Marignane

O presidente da câmara Daniel Simonpieri3 aumenta os impostos locais. A Câmara Regional de Comptes de Provence-Alpes Côte-d’Azur inquieta-se com o orçamento da cidade.

O Conselho Municipal decide, a 24 de junho de 1996, reservar as cantinas escolares só às crianças cujos pais podem provar que trabalham. Em 27 de novembro, o tribunal administrativo ordena a suspensão da execução desta deliberação. O complexo de lazer previsto é substituído por um supermercado.

A 4 de setembro de 1996, Jean-Christian Tarelli, primeiro adjunto do presidente da câmara pede à diretora da biblioteca municipal que interrompa as assinaturas dos diários Líbération e La Marseillaise e ao semanário L’Evénement du jeudi, para substitui-los por três publicações próximas da extrema-direita: Présent, Rivarol, National-Hebdo. A compra de certas obras pela biblioteca municipal será rejeitada “por razões económicas”. Em contrapartida, no início de 1997, 75 livros redigidos por autores da Frente Nacional ou da extrema-direita são encomendados sem que os bibliotecários soubessem. Note-se ainda a suspensão das assinaturas dos “jornais de esquerda” na biblioteca para substituí-los por “jornais de extrema-direita”.

Raymond Lecler, antigo diretor de gabinete da câmara constata que o presidente da câmara fez “reembolsos ilegais”; 5510 francos por uma refeição em Jumelage” e “4608 francos em gastos de estadia para deslocação ao congresso do FN em Estrasburgo”... Daniel Simonpieri afirma ter pago do seu bolso a fatura do hotel Hilton e apresenta queixa por difamação.

Daniel Simonpieri acaba com “a ante-véspera de Natal, os subsídios concedidos aos restaurantes para os invernos de 1993 e 1994, pelo presidente da câmara anterior Laurens Delieul (diversos direita)” e “um local e um camião com motorista emprestado para ir procurar em Aubagne as cerca de 1.200 refeições que os voluntários da associação distribuíam a 400 famílias em dificuldades”. Em contrapartida, segundo a associação marignanesa “Alarme citoyens!”, o município elevou a a subvenção ao clube de futebol local de 600 mil euros para 700 mil euros.

Em 2009, Daniel Simonpiéri justifica a sua recusa de votar as subvenções do Mrap, pelo seguinte argumento: “voto político”.

Em 9 de novembro de 2011, ele é condenado por falsas faturas e empregos fictícios a 12 meses de prisão com pena suspensa, 10 mil euros de multas e cinco anos de ineligibilidade.

 

Em Toulon

A 22 de março, o município de Toulon vota o seu primeiro orçamento4. Contrariamente às promessas do presidente da câmara, Jean-Marie Le Chevallier, de baixar os impostos, adota um aumento de mais de 9%

Constata-se uma ausência de política coerente e eficaz a favor dos jovens. A câmara desinveste e corta as subvenções das associações que agem junto aos cidadãos vindos da imigração. A mulher de Jean-Marie Le Chevallier é posta à frente do Centro de lazeres e de ação social. São criadas associações pró-FN de todos os tipos tais como “Juventudes Toulonesas” destinadas a organizar as colónias de férias no lugar do centro de lazer e de ação social. Mal gerida, a estrutura é posta em liquidação judicial em 1999.

As subvenções às associações são revistas: acaba a do Centro Comunitário israelita, o Socorro Popular só obtém 8.000 francos, quando a Sociedade dos Amigos dos Gatos beneficia de uma subvenção de 40.000 francos. A câmara mantém um orçamento associativo para as associações de antigos combatentes e de pieds-noirs (colonos na Argélia). Marek Halter é proibido de participar na Feira do Livro e o grupo NTM proíbe o espetáculo.

A política da câmara força os opositores a apelar à Justiça para contestar as decisões.

Em 1997, Jean-Marie Le Chevallier é eleito deputado da 1ª circunscrição do Var, mas em 1998 a sua eleição é invalidada por três infrações no financiamento da campanha. Ainda em 1997, o município é acusado de corrupção na atribuição de postos administrativos: “Em Toulon (Var), há uma história de corrupção que embaraça o município dirigido por Jean-Marie Le Chevallier: o seu próprio chefe de gabinete, Philippe de Beauregard, também conselheiro municipal do FN de Hyères, foi acusado a 6 de janeiro de “ocultação de provas”. A Justiça censura-o de, dada a sua ausência de reação, ter “acobertado” um caso de corrupção no qual uma empregada municipal, Dominique Notto, está comprometida. Responsável das empregadas domésticas do município, ela foi acusada de suborno, em junho de 1997 – 30 mil francos em pequenas parcelas – na atribuição de dois postos administrativos” (L'Express, 15 de janeiro de 1998).

En 1999, Jean-Marie Le Chevallier sai da Frente Nacional. É condenado em 2003 por subornar testemunhas no caso do assassinato do seu diretor de gabinete, um antigo legionário. Este último fora morto pelo amante e não por opositores. O presidente da câmara tinha pressionado empregados municipais para que a primeira pista não aparecesse.

Em Orange

Em 18 de outubro de 2011, a Câmara Regional das Contas de Provence-Alpes Côte-d'Azur denuncia irregularidades na gestão municipal em Orange. A câmara aumenta “a sobretaxa” da água. Constata-se um isolamento da cidade, ligada às suas dificuldades de trabalhar com as comunas limítrofes. A câmara financia apenas os grandes trabalhos empreendidos. Ela é obrigada a provisionar na ordem dos 11 milhões de francos para pagar multas e penalizações.

Na cidade, instala-se um clima de delação, de medo e de angústia entre o pessoal municipal. Os insultos e vociferações abundam da parte dos vice-presidentes de câmara.

Os eleitos da oposição deploram a atitude do presidente da câmara e a ausência de procura de consenso. O afilhado da esposa de Jacques Bompard é nomeado para o Departamento de Turismo... Jacques Bompard5, logo que eleito, decide suprimir a subvenção municipal de 1 milhão de francos que permitia a organização das Chorégies (o mais antigo festival francês: primeira apresentação em 1869). Depois de muitas semanas de polémica, o ministério da Cultura assumirá o papel do município. Em matéria de cultura, a câmara faz as suas escolhas: convida o grupo Fraction Hexagone que canta “Uma bala para os sionistas, uma bala para o cosmopolitismo e uma bala para a polícia.”

Quanto à segurança, assiste-se a um aumento da pequena delinquência.

Sob o pretexto de manter a limpeza das ruas, a câmara proíbe a distribuição de panfletos anti-FN. A higiene serve de pretexto à ausência de democracia.

J.-. Le Gallou, secretário nacional do FN, afirma sem vergonha: “Neste país bastante totalitário, as cidades do FN são um espaço de liberdade local, como a Internet à escala mundial.”

O ordenamento urbano tem duas velocidades: o embelezamento do centro da cidade e a ausência de renovação dos bairros populares. Assiste-se à guetização dos bairros. “Em visita ao bairro, para ouvir as queixas dos habitantes, o presidente da câmara contentou-se de os enviar ao responsável da habitação social. “Façam o papel de polícia”, disse-lhes. Jacques Bompard tem outras prioridades: a renovação a altos custos, da avenida do Arco do Triunfo, com o objetivo de garantir a sua reeleição em 2007. E que ninguém o venha contrariar nestes projetos!” (L'Express.fr, 25 de julho 2002).

A câmara limita o número de crianças nas cantinas escolares, mas a estrada Aristide-Briand (entrada da cidade) com a sua rotunda florida e os seus jatos de água fazem a algria de certos eleitores. A câmara corta o orçamento das associações com caráter social.

Em 2010, Jacques Bompard é acusado de apropriação ilegal. Segundo Bruno Mégret, “Hacques Bompard é o único nacionalista do departamento a fazer bom trabalho. Ele opera uma gestão exemplar na cidade de Orange, que quero ver alargada às outras cidades. É por isso que o apoio.”

Balanço:

Em matéria de gestão: alta de impostos e de endividamento das cidades, isolamento financeiro e abandono de projetos.

Em matéria de emprego: repressão dos trabalhadores e discriminações nas contratações, afastamento e despedimento de agentes municipais, gestão por stress.

Em matéria de política social: abandono dos desfavorecidos e excluídos, destruição da malha associativa, atribuição de subvenções clientelar, redução da cantina, ausência de política para favorecer os jovens, lógica de repressão e de abandono das políticas de prevenção, guetização dos bairros.

Em matéria de cultura: promoção dos autores do FN, redução do pluralismo cultural e promoção do folclorismo.

Em matéria de justiça e de segurança: derivas legalistas e manobras político-judiciárias, falsas faturas, agressão de eleitos, objetivos racistas e xenófobos, desvio de fundos públicos, condenação por tribunais, ineligibilidades.

Em matéria de democracia: nepotismo, discriminação, não respeito das promessas eleitorais.


 

Fontes: Critique internationale n°4 - été 1999 ; Didier-hacquart.over-blog.com/30-categorie-1080919.html 17 février 2001 ; Ere marine.fr, le site qui ne donne pas envie de voter Marine Le Pen ; Ina, 18 septembre 1997 ; L’Express, 15 janvier 1998 ; L’Express, 25 juillet 2002 ; L’Humanité, 11 novembre 2000 ; L’Humanité, 27 avril 2002 ; L’Humanité, 6 mars 1999 ; L’humanité, 25 février 1999 ; L’Humanité, 24 mars 1999 ; L’Humanité, 31 mars 1999 ; L’Humanité, 27 octobre 1999 ; La Provence.Com, 10 novembre 2011 ; La Provence.Com, 20 février 2009 ; La Provence.Com, 19 mars 2008 ; Le Monde, 26 février 1997 ; Le Monde, 02 Juillet 2009 ; Le Nouvel Observateur, 18 novembre 199 ; Le Nouvel Observateur, 7 octobre 2002 ; Libération, 30 décembre 1995 ; Libération, 17 octobre 1997 ; Libération, 6 janvier 1998 ; Libération, 9 février 1998 ; Libération, 18 octobre 2006 ; Mrap.fr (Mouvement contre le racisme et pour l’amitié entre les peuples) ; SOS Racisme.org ; Voltairenet.org ; Wikipedia.org… Ler também: Roger Martin, Main basse sur Orange : une ville à l’heure lepéniste, Calmann-Lévy, 1998.

22 maio 2012

 

Tradução de Luis Leiria para o Esquerda.net

 


Notas:

1 - Com 52,48% dos votos. Foi reeleita em 2001 com perto de 46% dos votos

2 - A associação foi “criada em 1988 por iniciativa de Pierre Vial e de Jean-Pierre Stirbois, relançada algum tempo depois por Bruno Mégret; ela deve a sobrevivência à ação de Mireille d’Ornano, vice-presidente do grupo FN da região Provence-Alpes-Côte d’Azur”, in Virginie Martin, Gilles Ivaldi e Grégory Lespinasse, “Le Front national entre clientélisme et recherche d’un enracinement social”, Critique internationale n°4 – verão de 1999.

3 - Daniel Simonpieri (FN) é eleito presidente da câmara de Marignane de 1995 a 2008. Vence as eleições de 2001 com 62,5%. Chama a votar Le Pen em 2002. Em 2004, vira a casaca para o campo UDF-PR (grupo UMP de Bouches-du-Rhône).

4 - Em 1995, Jean-Marie Le Chevallier é eleito presidente da câmara de Toulon devido a um acordo triangular, in Wikipedia.

5 - 1972: Jacques Bompard é um dos fundadores da Frente Nacional. Em 1995, eleito presidente da câmara de Orange. 2001, reeleição sob a sigla FN com cerca de 61% dos votos. Nas ruas, nos mercados, ele seduz o eleitorado fustigando os funcionários e o laxismo do Estado. Em 2005, adere ao MPF de Philippe de Villiers. Em 2008, é reeleito na 1ª volta com cerca de 61% dos votos. Em 2010, cria o partido Liga do Sul.

(...)

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