Centenas de pessoas formaram um "muro popular" no Santuario de Loiola para deter o avanço da polícia que ia prender cinco jovens independentistas bascos. Só ao fim de três horas foram identificados e detidos.
Mais de cem polícias tentaram encontrar entre a multidão mascarada os cinco militantes da Segi - a organização juvenil independentista - para os levar a julgamento. A ação de desobediência civil demorou três horas até que os cinco fossem identificados.
Apesar de ser anunciada como uma ação pacífica, vários dos presentes acabaram feridos pela polícia, que começou por expulsar os jornalistas do local onde estavam sentadas centenas de pessoas na escadaria do Santuário em Azpeitia.
Os cinco ativistas estão integrados num novo megajulgamento promovido pela Audiencia Nacional contra os independentistas, e tinham faltado ao primeiro dia do julgamento. Tal como na primeira sessão, o segundo dia ficou marcado por relatos de tortura sofrida pelos réus quando foram postos em regime de incomunicação pela polícia espanhola. Todos negaram pertencer a alguma organização terrorista e reivindicaram a sua atividade política a favor da independência do País Basco.
Um dos relatos mais chocantes, citado no portal Naiz, pertenceu a uma jovem de 24 anos, grávida, sobre o "inferno" da viagem para Madrid: "Bateram-me, deram-me murros nas costelas, empurravam-me contra o vidro e gritavam-me sem parar". Já na esquadra, denunciou ter sofrido insultos e humilhação sexual. Tal como os restantes acusados, rejeitou a declaração que a polícia lhe deu a assinar na esquadra.