Miguel Enríquez: o último combate foi há 40 anos

05 de outubro 2014
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A 5 de outubro de 1974, a polícia política da ditadura chilena cercou a casa clandestina onde o secretário-geral do MIR coordenava a resistência armada contra Pinochet.

Miguel Enríquez deu os primeiros passos na vida política durante o curso universitário no início da década de 1960. Mais tarde rompe com o Partido Socalista e a partir de 1965 torna-se a figura central do Movimento da Esquerda Revolucionária (MIR). "Lutar, criar, poder popular" era a palavra de ordem do movimento na luta pelo socialismo, após a chegada de Allende ao poder. Ao mesmo tempo, o MIR estabelecia contactos com movimentos revolucionários noutros países, como o PRT-ERP argentino, o MLN-Tupamaros uruguaio ou o ELN boliviano. Depois do golpe de Pinochet, os militantes do MIR tentam organizar a resist~encia no Chile, passando à clandestinidade.

A 5 de outubro, a polícia política cerca a casa da Rua Santa Fé, onde se encontrava com a sua companheira. Na troca de tiros que se seguiu, Miguel Enríquez acaba por morrer. Carmen Castillo fica gravemente ferida e perde o filho que esperavam.

O documentário que reproduzimos abaixo - "Calle Santa Fe" - foi realizado em 2007 por Carmen Castillo e é uma viagem pela memória desse período de resistência aos primeiros anos da ditadura.

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