No debate sobre o próximo Conselho Europeu, João Semedo apontou que o governo português deveria reprovar qualquer nova “aventura” militar da UE no Iraque e afirmou que a escolha de Juncker para presidente da Comissão Europeia é “péssima” pois ele “é um dos principais responsáveis pela situação em que se encontra a UE”.
O coordenador do Bloco de Esquerda considerou que o próximo Conselho Europeu tratará de duas questões importantes: A atual situação no Iraque e a escolha do novo presidente da Comissão Europeia (CE).
Sobre o Iraque, João Semedo lembrou que o governo PSD/CDS-PP tem particulares responsabilidades, devido a Durão Barroso ter apoiado Bush na invasão do Iraque e ter convocado a cimeira dos Açores. Semedo lembrou ainda que Paulo Portas, atual vice primeiro-ministro, apoiou e divulgou a “colossal mentira” da existência de armas de destruição maciça no Iraque, o que serviu de pretexto para a invasão daquele país.
O coordenador do Bloco de Esquerda defendeu então que o governo de Portugal devia rejeitar qualquer “iniciativa militar” da União Europeia (UE) no Iraque.
Sobre a escolha de Jean-Claude Juncker para presidente da CE, João Semedo considerou que se trata de uma “péssima escolha” e da “insistência em mais do mesmo” na política que levou a UE à “desastrosa situação atual”.
Semedo apontou que “o que a Europa mais precisava era de um presidente com capacidade para mudar a atual política” e acusou Juncker de ser “um dos principais responsáveis pela situação em que se encontra a UE”.