wikibreves

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A WikiLeaks publicou mais telegramas enviados pela embaixada americana no Cairo. Confirmam muito do que foi denunciado pelos grupos em defesa dos direitos humanos, e expõem, por um lado, a hipocrisia da política norte-americana na região e, por outro, algum optimismo crédulo dos diplomatas...

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Os detractores da WikiLeaks continuam a argumentar que o cablegate não trouxe quaisquer informações novas ou relevantes. Greg Mitchell compila uma cronologia que os desmente — salientando, porém, que a difusão das divulgações por novos meios de comunicação, alguns de reduzida capacidade, pode justificar alguma da ignorância…

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Numa declaração gravada emitida numa concentração de apoio à WikiLeaks em Melbourne, Julian Assange afirmou que o "radicalismo" da WikiLeaks reside única e exclusivamente em defender que os estados têm de prestar contas aos cidadãos. E comparou o combate pela transparência às lutas pelos direitos cívicos dos anos 50, aos movimentos pacifistas dos anos 60, ao feminismo e à causa ambiental.

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Um dos argumentos da defesa de Julian Assange é que os acordos de extradição não são aplicáveis na ausência de acusações formais e com o objectivo de interrogatório (que pode ser feito no exterior, tendo Assange já declarado disponibilidade para tal). Vários juristas consideram que é um argumento sólido, e que a "pressa" das autoridades suecas em emitir o mandado internacional terá por certo sido fruto de pressões dos EUA.

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O jornalismo sempre recorreu a fugas de informação, mas a abordagem "directa" da WikiLeaks é uma novidade. Multiplicam-se as plataformas para recepção de documentação, mas estarão os media prontos para lidar com este novo contexto? Segundo Greg Mitchell, o modo como vários meios de comunicação, para lá dos oficialmente associados à WikiLeaks, estão a trabalhar o novo material a que estão a ter acesso abre mais esperanças do que as criadas pela gestão do assunto pelos meios mais convencionais.

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No dia em que se inicia a sessão do julgamento que irá deliberar sobre a extradição de Julian Assange para a Suécia, a Stop the War Coalition organiza uma concentração de apoio à WikiLeaks em Londres, que conta já com a presença confirmada de nomes como Tariq Ali, Jemina Khan e Tony Ben, entre outros.

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A Fundação para a Paz de Sidney distinguiu o fundador da WikiLeaks com uma medalha da paz, em reconhecimento pelos serviços prestados à justiça, democracia, liberdade de expressão e luta pelos direitos humanos. Entre antigos premiados encontram-se Nelson Mandela e o Dalai Lama.

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Snorre Valen, deputado norueguês, nomeou a WikiLeaks para o prémio Nobel da Paz, considerando que o papel desempenhado pela organização na luta pela liberdade de expressão e em prol dos direitos humanos, nomeadamente denunciando casos de corrupção, crimes de guerra e tortura, encontra um paralelo claro no chinês Liu Xiaboo, laureado em 2010.

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Em pleno julgamento de Julian Assange, a BBC vai dedicar o programa Panorama à WikiLeaks. Israel Shamir, um apoiante de longa data da organização, foi convidado a participar, e corrobora a antevisão do próprio Assange de que será um momento televisivo absolutamente imparcial. Shamir clarifica ainda as acusações que lhe são repetidamente feitas de ser um "negacionista do holocausto."

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O Telegraph tem uma história de uma caça humana do FBI a três cidadãos do Qatar que chama de "a equipe secreta do 11/09 ". O telegrama diz que os três voaram de Los Angeles a Londres, em 10 de Setembro de 2001 ", os telegramas da WikiLeaks dizem que eles entraram nos EUA antes dos ataques para fazer a vigilância de possíveis alvos e apoiar os outros sequestradores." A história ainda pergunta: "Será que a al-Qaeda planeava quinto ataque em 11/09? "

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Tony Blair sobre Mubarak: "é imensamente corajoso e uma força do bem". Sempre no lado certo Tony...

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São várias as fontes que permitem classificar o recém-nomeado vice-presidente egípcio como um dos principais colaboradores no programa de troca e tortura de prisioneiros da CIA; entre eles encontra-se um telegrama da WikiLeaks, em que Suleiman é referido como a fonte das garantias do governo egípcio quanto à continuidade da cooperação entre os dois países.

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A poucos dias do julgamento que irá decidir se Julian Assange é ou não extraditado para a Suécia, Christine Assange acusa Julia Gillard de não perceber a importância para a democracia da distinção entre as esferas política e legal, e considera-a uma mera agente da campanha de hipocrisia dos EUA.

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Telegramas da WikiLeaks mostram que apesar dos interesses estratégicos comuns, a relação entre a Síria e os EUA é marcada sobretudo por desconfianças mútuas na área dos serviços secretos.

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Frente às pressões dos EUA para democratizar o regime no Egipto, Mubarak respondeu que as tentativas de democratizar o mundo árabe estavam a fortalecer os islamistas. Em referência ao Irão, disse: "Os EUA encorajaram-nos a aceitar reformas só para verem como o país caiu nas mãos dos extremistas religiosos."

Em Abril de 2010, Stephen Colbert entrevistou Julian Assange. O vídeo mantém-se plenamente actual, e Greg Mitchell descreve-o e comenta-o à luz de entrevistas mais recentes à televisão dos EUA.

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Não passa de mera especulação, mais ou menos informada; mas a possibilidade de Julian Assange e a WikiLeaks serem nomeados para o prémio Nobel da Paz tem sido referida. É porém pouco provável que Assange cumpra os critérios estabelecidos. Por outro lado, as revoltas na Tunísia e no Egipto, contextos óbvios, não têm lideranças claras, e os especialistas apontam na direcção de um laureado vindo dos lados da Rússia.

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Greg Mitchell cobre diariamente a saga WikiLeaks há dois meses. Neste artigo, descreve o processo de divulgação do vídeo Collateral Murder.

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Uma sondagem do “60 minutes” e da Vanity Fair diz que, entre os norte-americanos, 9% pensa que a Wikileaks é uma coisa boa, 23% pensa que é destrutiva mas dentro da lei, 22% que é "traiçoeira" e, o mais importante, 42% não está seguro do que é exactamente a WikiLeaks. A página também oferece uma sondagem aberta ao mundo inteiro, com resultados totalmente diferentes: 48% coisa boa, 30% destrutiva mas legal, 16% traiçoeira e 6% não sabe.

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Apesar de não se ter oposto com firmeza ao golpe de estado que depôs Manuel Zelaya, a diplomacia dos EUA não tem dúvidas quanto ao carácter corrupto de presidente de facto, que terá "aproveitado a confusão da crise política para assinar contratos corruptos."