wikibreves

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Física quântica, guerra fria, julgamento em breve. E quatro anos a publicar, sem divulgar informação falsa ou colocar alguém em risco. Julian Assange numa entrevista densa ao The Observer, mas mais preocupado em seguir e participar no que se está a passar no Egipto.

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Michael Moore acusou Omar Suleiman, o vice-presidente nomeado por Hosni Mubarak, de gerir as operações de tortura de prisioneiros no Iraque, sob a alçada da CIA. Os telegramas da WikiLeaks indicam que Suleiman terá de facto ligações próximas com os serviços secretos americanos.

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Um artigo do jornal norte-americano The New America pergunta-se: Por que o FBI e os serviços secretos ingleses não caçam, com a mesma eficiência que mostram contra os activistas de Anonymous, os responsáveis dos ataques semelhantes que recebeu a pagina da WikiLeaks?"

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Numa altura em que os média de referência que iniciaram a divulgação dos telegramas diplomáticos da WikiLeaks escrevem editoriais a descrever o processo de colaboração, interessa fazer algumas comparações. Em termos do que o Departamento de Estado terá especificamente pedido aos jornalistas para não divulgar, é interessante concluir que possivelmente o que mais incomoda o governo americano é a prova de que o que a diplomacia diz em privado sobre o contraterrorismo contradiz o que é dito em público.

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Com os vizinhos Tunísia e Egipto a fervilhar de indignação popular perante décadas de regimes ditatoriais, Kadafi tem motivos para estar apreensivo. Telegramas revelados pela WikiLeaks indicam que os índices de corrupção, nepotismo e decadência são semelhantes aos dos regimes fronteiriços.

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“Mover uma acção judicial contra um funcionário do governo por divulgar segredos que jurou proteger é uma coisa. Mas, criminalizar a publicação de segredos por alguém que não tem obrigação oficial parece-me ir contra a Primeira Emenda e as melhores tradições do país.”

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Hoje, no Twitter, a WikiLeaks avisou que divulgara novos telegramas secretos sobre o Egipto. Começou com a publicação de dois telegramas: Brutalidade da policia no Egipto. Reunião privada de Mubarak com senador Lieberman.

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Um telegrama publicado pelo jornal norueguês Aftenposten indica que o Hamas terá problemas de liquidez financeira, e que os estará a tentar combater reforçando… as multas de trânsito.

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Sucedem-se as detenções de activistas associados ao movimento Anónimos, pela participação em acções de negação de serviço às entidades que boicotaram a WikiLeaks. Para além de a ilegalidade dos "ataques" ser discutível, não deixa de ser no mínimo irónico que as actividades deste grupo tenham, desde cedo, contribuído para a revolução em curso na Tunísia (e noutros países da zona).

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O prestigioso linguista norte-americano fala da legitimidade da WikiLeaks, de como a cobertura da informação é filtrada pela imprensa norte-americana e das consequências das revelações.

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A WikiLeaks vai responder a perguntas do público, via Twitter, na próxima terça-feira. As perguntas deverão ser enviadas por email ([email protected]) ou com o prefixo #wiquest no próprio Twitter até sábado. Esta primeira conferência de imprensa digital será também gravada e transmitida em vídeo. 

O motor de busca mais utilizado na Internet ponderou a hipótese de excluir a WikiLeaks do Index. Não o fez simplesmente porque a organização é legal.

A News24 disponibiliza um portal com informação relativa às divulgações da WikiLeaks que dizem respeito ao sul de África, com especial destaque para o Zimbabué e a África do Sul.

A empresa contratada pela Visa Europa para investigar as finanças da WikiLeaks não encontrou qualquer indício de procedimentos que violassem a lei. Porém, as doações para a organização por esta via só voltarão a ser aceites quando o inquérito for encerrado.

Quem o diz é Geoffrey Robertson, um dos advogados de Julian Assange, no discurso de aceitação de um prestigiado prémio legal em Nova Iorque.

Juan Cole analisa a situação na Tunísia e nos países vizinhos, à luz das informações publicadas pela WikiLeaks, para chegar à conclusão que a paranóia dos EUA com o combate ao terrorismo tem contribuído para políticas de apoio a regimes corruptos e autoritários.

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" A WikiLeaks não revelou nada de novo" é um dos argumentos mais repetidos dos que se opõem à divulgação dos telegramas secretos. A WikiLeaks central faz uma selecção do melhor de 2010 para ver que isso não é verdade.

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Esta unidade foi formada para mobilizar o público, tanto no mundo árabe quanto noutros lulgares, para apresentar todas as formas de conteúdo (documentos, e-mails fotografias, clipes de áudio e vídeo, bem como "dicas de histórias") para revisão editorial e possível publicação. Na estreia, revelações sobre as negociações entre Israel e Palestina. Ver aqui e aqui.

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Embora os investigadores afirmem que Manning fez o download de dezenas de milhares de documentos no seu próprio computador e passou-os a uma pessoa não autorizada, não há provas de que ele os passou directamente para Assange, ou teve qualquer contacto directo com ele.

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Depois de as divulgações da WikiLeaks terem contribuído para a revolta na Tunísia, especula-se se os telegramas sobre a Argélia já disponíveis terão o mesmo efeito.